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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Vamos lá a ver se a gente se entende

1º - Todos são inocentes até prova em contrário

2º - Há por aí muito católico que esqueceu o mandamento "Não julgarás". Apressam-se a julgar, seja qual for o lado. Os julgamentos são para os tribunais. Não se apressem com certezas. Nem a justiça as tem, tantas vezes.

3º - Compreendo que ver o nosso ídolo nacional ser acusado de um crime tão hediondo nos deite abaixo, nos inquiete, nos perturbe, nos faça tapar os ouvidos e dizer "lá-lá-lá-lá, não estou a ouvir, não estou a ouvir, lá-lá-lá-lá" como se ainda estivéssemos no jardim-escola. Ainda assim, talvez seja mais prudente calar, ler, ouvir. E esperar.

4º (e talvez mais importante) - O facto de uma mulher se insinuar a um homem não é uma via verde para que seja violada. Ainda agora vi um apresentador de televisão dizer: "O que eu vi foram fotografias dele muito no seu lugar e dela claramente a insinuar-se". Wow, wow, wow, pára tudo! Então mas lá porque se insinuou tem de ir ao castigo? Porque subiu ao quarto de hotel, onde supostamente havia uma festa, tem que se submeter a ter sexo, seja vaginal, oral, anal ou de qualquer outra espécie? Porquê? Porque os homens, coitadinhos, não se conseguem controlar? Porque ela estava a pedi-las? Mas que porra vem a ser esta? Uma mulher (ou um homem) tem todo o direito a mudar de ideias, seja em que momento for. Se for já de roupa espalhada no chão, e à beira da penetração, temos pena. Todos têm direito a arrepender-se no último instante de se atirar do desfiladeiro. Um não é sempre um não. Haja insinuação ou não. Esta ideia da mulher séria que não se insinua em pleno século XXI faz-me ficar com os cabelos em pé.

5º - Ficarei mesmo muito triste se for provado que o Cristiano fez aquela atrocidade. É um crime que um génio (e um trabalhador incansável) como ele seja destruído por um crime (a redundância é propositada). Mas se for provado, é evidente que terá de ser punido, como qualquer outra pessoa. Era o que mais faltava!

6º - E assim regresso ao silêncio, que julgamentos em praça pública não fazem muito o meu género.

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