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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Uma mãe

Uma mãe é um ser praticamente místico. Quando acontece um acidente com um filho, veste a capa, põe a espada, enche-se de uma força sobrenatural, age e reage em piloto automático, como se fosse desprovida de emoções. Uma mãe até pode conseguir ver sangue, assistir a cada ponto que o médico espeta na carne que, não sendo a sua, é profundamente sua. Uma mãe conduz, estaciona, diz frases com sentido, resolve, decide, informa, trata. Uma mãe ri-se, dos nervos, e dá força, dá ânimo, desvaloriza todos os acontecimentos, apoia os que, em redor, estão mais aflitos. Uma mãe pode tudo, mesmo quando juraria não poder nada. Uma mãe é valente, mesmo quando garantiria ser frágil.
Uma mãe em emergência é tudo isto. Depois, quando a emergência passa, uma mãe tira a capa, arruma a espada e sente-se menos que uma mãe, menos que uma mulher, menos que uma pessoa. Sente-se um trapo do chão.

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