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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Um livro a ferros

Estou a escrever um livro. Tenho um prazo. Os capítulos demoram-se mais do que gostaria. Desgravo entrevistas. Escrevo, apago, reescrevo. Aflijo-me. Os dias passam e ainda falta tanto. Ai. E tenho tanto trabalho, para lá do livro. Devia ter só o livro, durante dois meses, mas não, tenho todo o resto, filhos incluídos. E o prazo? Ui. E ainda faltam entrevistas. E olho para o índice. E os sonhos, da fábrica de sonhos. E o email? Tantos emails por dar resposta... Devia ir para um retiro qualquer. Fechada. Calada. Sem internet. Não, isso também não, que me dá jeito até para o próprio livro. E depois penso: e se depois deste trabalho todo, quando estiver mesmo a acabar, aparece alguém com uma ideia igual? E se isto não sai da gaveta, depois de tanto esforço? E o prazo? E os dias que passam? E a carrinha com os putos, que está quase a chegar, dando cabo da minha tarde? Devia fugir, uns tempos. Mas tenho reportagens para fazer. E crónicas. E o blogue. E os sonhos. E filhos, já disse? Este livro seria póstumo, seguramente, não fosse terem-me dado um prazo. Que é já ali, ao virar da esquina, por sinal. Ai.

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