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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Um dia cheio - Parte II

Sabem aquela scooter que estamos a oferecer, aqui no Cocó? Pois bem… além de vender motos, a 2GO Motorcycles também as aluga. E eu fui convidada a experimentar a dita cuja, tal e qual como se fosse um aluguer. Ficam já a saber: custa a partir de 20 euros por dia, se alugarem por um mínimo de 5 dias. Se alugarem menos dias, custa 28 euros por dia. Acho uma ideia óptima para quem queira matar saudades, experimentar ou, por exemplo, para quem venha a Lisboa só por uns dias e queira deslocar-se de forma rápida (anda a 50 km/hora mas não fica presa no trânsito) e barata.
O Ricardo levou-me então ao stand da 2GO Motorcycles, na Rua D.João V (perto do Rato), e fui buscá-la. A rua estava completamente atravancada e eu fui deslizando entre os carros, tal como nos bons velhos tempos. A sério… vocês não podem sonhar no que aquilo significou para mim. Tive mota durante vários anos (os 4 da faculdade e mais um, já a trabalhar) e fui muito feliz. Ia para todo o lado na minha bicha e na faculdade era conhecida por "Motorcycle Woman" por nunca a largar.
Mal me sentei… foi como se o meu cérebro estivesse a ver um filme em que a protagonista era eu: vi-me nas minhas idas para a Costa, vi-me a ir para a faculdade, vi-me a ir para casa de amigos fazer trabalhos de grupo, vi-me a sair do comboio em Celorico da Beira, a ir buscar a mota ao vagão das cargas, e a ir ter com a minha irmã que, na altura, vivia em Trancoso (loooong story). Ou seja, voltar a guiar uma mota, 17 ou 18 anos depois da última vez, trouxe-me memórias que nunca mais tinha recordado. 
Adorei chegar a casa tão depressa (não há trânsito para uma mota). Adorei a sensação do frio na cara. Adorei, sobretudo, relembrar tempos idos - isto deve fazer parte da crise de meia idade, caramba. 

Tinha pensado não dizer nada à minha mãe (sim, mãe, estava a pensar omitir-te isto). 
A minha mãe sofreu um bocado no dia em que eu tive um acidente porque um idiota decidiu sair de uma garagem de repente e fazer-me voar (curiosamente… também foi em Dezembro, mas de 1996). 
Mas, claro, as mães têm uma antena qualquer - ou nós, os filhos, temos um azar do caraças sempre que pensamos escapar-lhes, mesmo que tenhamos 40 anos. E mal parei à porta de casa, ela apareceu. Tau. Praticamente ao mesmo tempo. Ainda nem a tinha desligado. Nem tinha tirado o capacete. E fez aquele sorriso amarelo, quando lhe contei entusiasmada (já que tinha sido apanhada, não deu para disfarçar o meu contentamento) como tinha adorado a experiência e como era incrível como o bichinho tinha renascido e tal. Estou mesmo a ler-lhe os pensamentos: "oh, céus. Eu a pensar que já me tinha safado do pavor das motas e agora isto? Aos 40? Ninguém merece."

A mota vai ficar comigo até sexta-feira, último dia para participarem no passatempo em que vamos oferecer uma, igualzinha (VER AQUI). Infelizmente, não a posso ganhar. Mas… (desculpa, mãe)… tenho pena. 
A todos os que a podem conquistar… boa sorte!
Aos outros: podem sempre alugar uma! Eu tenho a certeza que vou querer alugar, quando esta experiência chegar ao fim.

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