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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Um dia bom

Hoje foi um dia bom. A minha fiel escudeira, dona Emília, andava com uma angústia grande no peito, há muito tempo já. A filha podia estar gravemente doente e há semanas que aguardávamos todos por um resultado. Primeiro o resultado de uma biópsia, depois o resultado de outra. Pelo meio o resultado de uma ressonância. Parecia não haver maneira de se saber se, afinal, a coisa era mesmo ruim ou não, e o sofrimento da «minha» Emília andava-lhe estampado no rosto, no corpo todo, impresso na alma.
Hoje veio o telefonema que a deixou mais nova, tão leve que seria capaz de sair pela janela a voar. Abracei-a e vieram-me as lágrimas aos olhos. Ser mãe é, também, sentir esta solidariedade que vem das vísceras e que toma conta do coração. Não conheço a filha da «minha» Emília. Sei que partilha comigo o nome (pouca sorte a nossa) e a mãe, por algumas horas do dia. Sei que é mãe e que há-de ter vivido estes meses num tormento sem palavras para o descrever. Sei que hoje deve estar com uma felicidade arrebatadora dentro do peito e a sentir que a vida lhe corre a alta velocidade pelas veias.
Hoje foi um dia bom.

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