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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Um certo calafrio

Ela não queria acordar e eu comecei a pensar que, com a tosse que tem e o sono em atraso, se calhar não fazia sentido estar a tirá-la da cama e levá-la à escola para ir à praia. Eu, que acordei às 7h para ir com o Mojito à rua, sou bem capaz de ter apanhado uma pneumonia com o vento frio que estava e, de repente, não me fez grande sentido arrancar a sleeping beauty do seu sono para ir apanhar com areia nos dentes. Depois, enquanto lhe vestia o corpo inerte, comecei a sentir assim um certo calafrio. E se aquela minha reticência fosse mais do que isso? E se fosse um mau feeling, um pressentimento, uma espécie de aviso de que qualquer coisa ia correr mal?
Não sei se também têm destas parvoeiras. Eu, como as vou tendo amiúde e, além do mais, possuo uma mãe que sempre foi dada a maus feelings que depois não davam em nada, acabo por assobiar para o ar e dar dois bofetões imaginários nas minhas próprias fuças: deixa-te disso, criatura idiota!  
Ainda assim, ao vê-la sair ao colo do pai, adormecida, tive assim um frémito. Suspirei, abanei a cabeça como fazem as galinhas, e fui à minha vida. Há bocado, porém, mal acabei de tirar um café da máquina entornei a chávena inteira. Quando vi o café assim espalhado pela bancada… já imaginam, certo?
Isto é uma coisa de mãe ou é uma coisa de pessoa-que-não-se-pode-sentir-imensamente-feliz-que-fica-logo-à-espera-da-hecatombe?



(Ainda que procurando desvalorizar estas minhas m*rdas, estou a enviar mensagens telepáticas ao condutor da carrinha e às educadoras e auxiliares que vão com os meninos para a praia, para que cuidem bem da minha miúda)

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