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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Um bom encontro

O dia começou mal. Encravada no elevador do prédio. Desceu, não abriu a porta. Carreguei no botão para subir, subiu, tornou a não abrir a porta. O lado emocional a ficar aflito, uma certa falta de ar a crescer, e eu, de mim para mim, respira fundo, não sejas idiota, é só um elevador, tens o telemóvel na carteira, é só ligar e pedir ajuda, respira criatura, não estás propriamente perdida no deserto. Mais uma subida e uma descida e a porta abriu-se, por fim.
Depois, foi bom. Eram nove e pouco e estava no Colégio São João de Brito, onde conheci pessoalmente dois jesuítas muito queridos, que já lêem o blogue há muito tempo: o João Delicado e o Paulo Duarte. Tudo começou pelo João e pelos comentários que deixava no blogue e que me deixavam a pensar e a sorrir. Depois, o João apresentou-me o Paulo, que me deu aconselhamento teológico quando fiz a reportagem da Via Sacra. Desde então que ficámos amigos. Já trocámos muitos emails, já falámos ao telefone, até já tínhamos feito um FaceTime, mas ainda não nos tínhamos conhecido pessoalmente. Foi hoje! E foi como reencontrar um velho amigo. Está ali gente boa, com quem sabe bem ficar à conversa. Nem se dá pelo tempo passar.

Entre nós dois há um abismo. O abismo da fé, que ele tem e eu não. Mas, por outro lado, percebemos que o abismo, afinal, não é assim tão grande. Ambos pensamos de forma semelhante, temos as mesmas angústias, as mesmas dúvidas, os mesmos desejos. Somos humanos. E, apesar do abismo que nos separa, há muito mais que nos une. Quer-me parecer que esta é uma daquelas amizades que ficam. Eu, pelo menos, espero que sim.
(e com o João também... foi um encontro mais a correr mas não me esqueço das coisas boas que já me disse!)



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