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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Um almoço tão bom

Hoje almocei com uma amiga de infância.
Passei anos e anos com ela, fins-de-semana, férias, temporadas grandes.
Gostava dela como de uma irmã.
Lembro-me da primeira casa dela, na Voz do Operário, de forma de tal maneira clara que era capaz de a desenhar na perfeição.
Gostava muito da mãe (era capaz de ficar horas a vê-la maquilhar-se), do pai (era capaz de ficar horas a rir-me com as graças dele), da irmã Filipa, do cocker que tinham, o Baby.
Mas depois aconteceu a vida.
Os nossos pais, que eram amigos, seguiram rumos distintos.
E nós rumos distintos seguimos.
Não conversávamos há 30 anos.
Reencontrei-a porque procurei por ela, aqui no blogue.
Depois, desencontrámo-nos uma série de vezes (e até chegámos a encontrar-nos inadvertidamente no hospital, com os filhos doentes, abraçadas perante os gritos da enfermeira, "não podem que os vossos filhos têm doenças contagiosas", e nós "oh senhora, mas não nos vemos há 30 anos!!!").
Estivemos dois anos a tentar combinar qualquer coisa mas depois havia sempre qualquer coisa a meter-se no caminho.
Depois, curiosamente, o baby shower surpresa que o Ricardo e a Cristina me prepararam desembocou nela. E jurei a mim mesma que era desta.
No dia dos meus anos combinámos este almoço.
E foi hoje.
Ela está igual e é incrível como estivemos juntas com a facilidade de quem deixou de se ver ontem à tardinha.
Revivemos histórias, recordámos momentos, pusemos a escrita em dia.
Descobrimos que vivemos no mesmo bairro, sem nunca nos termos cruzado.
Falámos dos nossos pais, das peripécias malucas dos nossos pais.
E rimos muito.
E comovemo-nos.
E é incrível como há vidas que, por muito que se desliguem, quando têm de se voltar a ligar, ligam mesmo. Como se não tivessem passado 30 anos. Uma vida inteira.

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