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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Test drive ao novo SUV Peugeot 5008

A Peugeot desafiou-me a fazer um test drive ao novo SUV Peugeot 5008. Ora... eu tenho um 5008! É o meu carro há uns 3 ou 4 anos, gosto dele e, sobretudo, já tinha andado a mirar o irmão mais novo e a achar que era LINDO. Por isso, foi com alguma rapidez que aceitei a proposta. 'Bora lá então experimentar esse bichinho!

Assim que o vi fiquei logo apanhadinha. O carro tem uma pinta descomunal. Tem um ar robusto mas sem perder a elegância. É alto e tem 7 lugares mas não parece um camião. É mesmo giro, o sacana.

Enquanto me explicavam tudo, eu tentava não parecer muito parola mas a verdade é que o meu velhinho 5008 não possui nenhuma daquelas mariquices. E o carro do meu marido, que é superior ao meu, também não dispõe de 1/3 das funcionalidades daquele. É evidente que também estamos a falar de um dos topos de gama deste Peugeot 5008, o GT Line, que até nos massaja a alma. Mas adiante.

Para começar, tem mudanças automáticas. Achei que me ia trocar toda, que ia estar sempre a levar a mãozinha ao manípulo à procura das mudanças mas quais quê! Habituei-me que foi um instante. E o alívio que é? A pessoa já faz aquilo de forma automática mas a verdade é que é bestial não ter de estar sempre a fazer pontos de embraiagem e o diabo a sete. 

Depois, o volante é pequenino e hexagonal - tem assim ar de carro de corrida e dá imenso jeito a conduzir. De resto, o carro é tão mas tão fácil de guiar... E tão giro. Já disse que é lindo de morrer? Com aquele tecto de abrir que deixa entrar luz e fresquinho (lembro-me que a minha boadrasta tinha um carro descapotável e eu ia sempre de cabeça ao vento - outros tempos! Hoje isso não é possível, por razões de segurança, só quando paramos o veículo. Mas dá uma certa pena, vá).

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Os bancos de trás são todos independentes, o que significa que se um quiser ir mais para a frente vai, para que o de trás possa esticar mais as pernas, por exemplo. Ou então podemos deitar um dos bancos, ou dois, ou todos, para levar mercadorias até 3 metros e qualquer coisa. 

Nós não precisamos geralmente de transportar metros de mercadorias mas temos grande necessidade de transportar metros de pessoas. Somos seis e um cão. Por isso: espaço, precisa-se! E este amorzinho dispõe de espaço. Ó para nós, todos!

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E as massagens? Ah, pois é. Os bancos da frente massajam as pessoas. Podem massajar só os ombros, só a zona lombar, só não sei o quê, ou então tudo! E também podem ser aquecidos. O que significa que, por mim, podia perfeitamente dormir dentro do automóvel. Camas para quê, se temos um carro aquecido que ainda nos massaja?

Os meus filhos ficaram tão fãs que ontem à noite queriam ir para a garagem a fim de serem massajados... Pfffffffff.

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Martim e Madalena na hora da massagem 

 

Há muito a dizer sobre este carro. Como o computador de bordo. Que é touch, que tem sistema de navegação integrado, que permite ligar o nosso telemóvel ao carro e ficar com TUDO o que o telemóvel contém no ecrã do próprio carro, inclusive as aplicações. Que permite que uma simpática voz nos leia em voz alta as mensagens escritas e os emails, para não cometermos infracções que nos levem a carteira, a carta ou até a vida. Nesse ecrã dá para controlar imensas coisas, até o perfume do ambientador que o carro traz integrado. Ah ah ah! Ele há coisas!

 

As portas não se abrem com chave - ela pode estar na mala e, só a sua proximidade basta para que, com a mãozinha no puxador, voilà! O carro destranca. Ora, só uma mulher pode compreender o alcance desta funcionalidade. Só uma mulher pode até emocionar-se - às lágrimas - com esta maravilha. Poder chegar ao carro e não ter de fuçar na mala como uma louca, primeiro com calma, a seguir com mais agresssividade, para acabar a rosnar e a despejar tudo no chão, transpirando e cuspindo impropérios. Com este bebé acabaram esses dias difíceis! Basta chegar, meter a mão, e o som do carro a destrancar parece uma melodia!

O mesmo com a bagageira. Quem nunca chegou cheio de sacos, para pôr na bagageira, pousou os sacos que entretanto tombaram, deixando escorregar lá de dentro uma courgette, um pack de iogurtes e uma garrafa de azeite que entretanto partiu? Acabou-se. Basta chegar, passar o pézinho por debaixo da zona da bagageira (assim uma coisa meio dançada, dá para animar um pouco um fim de tarde) e a bagageira abre-se sem recurso a mãos, chaves e essas coisas perfeitamente ultrapassadas.

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Bom, agora o problema vai ser entregar o carro.

O dia marcado é sexta-feira mas acho que não vai suceder. 

Temos muita pena mas isto não é assim. Não entregam um mimo destes a uma pessoa para depois o tirar de forma vil... É como depositar um chupa na mão de uma criança, esperar que ela esteja deliciada, de olhos revirados e sorriso franco, para depois, Zac!, sacarem o chupa sem dó nem piedade. Não. Ainda por cima a matrícula tem as letras SS, iniciais do meu nome e apelido. Santa paciência mas se isto não é o destino, então não sei que possa ser. Acho que lá para 2020 apareço!

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