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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Talvez um anjo

Uma noite desta semana, já não me lembro bem qual, tive uma insónia. Acontece-me sempre que estou mais stressada, com montes de coisas para fazer que ainda não escrevi na agenda e que, por isso, estou apavorada de acabar por esquecer. Nessa noite, acordei às 5.15, dei cinco ou seis voltas na cama e rapidamente percebi que não ia conseguir voltar a adormecer. Levantei-me e fui, então, escrever na agenda os (intermináveis) tópicos a fazer no dia seguinte, ou melhor, daí a umas horas. Depois, peguei num livro que me tinham pedido para ler. «Talvez um anjo». Respirei fundo (já sabia que o tema era pesado) e comecei.
A minha intenção era ler uma ou duas páginas, a ver se me vinha o sono. Tramei-me. Acabei a ler uma e outra página e a chegar ao final do livro, às 6.30 da manhã. Foi impossível parar.
Quando acabei o livro, tive a estranha sensação de que, de facto, parecem existir pessoas (neste caso, uma criança) que nascem para espalhar o bem, uma alegria, uma bondade quase contra-natura. Há pessoas que são - e isso eu já sabia - verdadeiras lições de vida.
A autora do livro «Talvez um anjo» chama-se Filipa Sáragga. Ela cruzou-se com a Maria, uma criança com cancro, e a sua vida mudou. Aquilo que a Filipa testemunhou foi uma criança com uma força impressionante, uma lucidez incrível e uma capacidade de amar brutal.
Filipa, que é crente, acha que a Maria não era deste mundo. Seria, talvez um anjo. Alguém indubitavelmente superior a muitos de nós. Eu, que como vocês sabem não sou crente, dei por mim a pensar que há mistérios de facto difíceis de deslindar.
«Talvez um anjo» é uma história de amor. De luta. De fé. De bondade. De inocência. De pureza.
Gostei muito de o ler. E acho que vocês também vão gostar.
Os direitos de autor deste livro revertem na totalidade para crianças doentes e carenciadas.

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