Gerês, dia 4
E depois deste pequeno interregno, eis o relato do 4º e último dia das férias da Páscoa. Era sábado e fomos a Pitões das Júnias. A rapaziada toda furiosa, que íamos demorar imenso tempo para lá chegar, que era um inferno de curvas, se não podíamos ficar no bungalow do parque, que se estava tão bem, e mimimimimi. Meus amigos, por muito bem que se estivesse no Parque da Cerdeira - e estava (já lá tínhamos ficado há 20 anos e voltámos a adorar) - não fazia qualquer sentido ficarmos em casa numas mini-férias e sendo, ainda para mais, o último dia! Por isso, fizemos aquilo em que nos tornámos peritos: fingimos que não ouvimos e toca a andar.
O dia estava frio mas não chovia, o que constituiu uma novidade muito agradável. Ainda conseguimos ficar um bocadinho a ler de manhã no terracinho de casa e os mais pequenos a brincar, logo a seguir ao pequeno-almoço, e só depois seguimos viagem.
E o silêncio que se vive aqui neste Paraíso? Um sonho.





Em direcção a Pitões das Júnias fomos vendo neve, no alto da montanha. Os miúdos perguntaram, entusiasmados, se íamos para lá mas nós fomos sempre dizendo que não - porque realmente achávamos que não íamos mesmo para o meio da neve.Mas à medida que fomos subindo fomos percebendo que sim... começou por ser uma nevezinha, depois começou a aumentar a cada curva, e de repente estávamos fora do carro a aproveitar para atirar neve uns aos outros - é irresistível, o pessoal vê neve e sente que tem de começar uma pequena guerra.






Chegados a Pitões das Júnias, estava tudo cheio de neve.























