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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Socorrooooooooooooooooooooooooooooooo!

Deus, universo, destino, avó que estás no céu, santa paciência, querido cérebro, caríssimo sistema nervoso central, estimado sistema nervoso periférico:
Alguém ou alguma coisa me ajude a ajudar o meu filho Martim com os trabalhos de Matemática.
Estou a tentar controlar-me mas já mordi o lábio até sair sangue, já me levantei a suar, já fui ao quarto mandar uma mensagem ao pai que dizia: «Ajuda-me a ser melhor, estou a transformar-me na minha mãeeeee!!!!!!!!», já dei um grito, já senti uma pontada na cabeça como se fosse ter uma trombose, já me tremeram as pernas, já senti um impulso no braço para desferir um carolo. 
Eu já fui esta criança, com este olhar aterrorizado e baço, totalmente baço para os números. Eu já fui esta criança, opaca para o raciocínio matemático. Por isso, eu tenho a obrigação, o dever moral de ter paciência. De ter compaixão. E no entanto... a opacidade perante o óbvio (que só é obvio para mim, hoje) está a toldar-me, está a comer-me, está a dar cabo de mim.

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