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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Silêncio

Cheguei do Porto, ontem, abri a porta de casa... silêncio. Casa arrumadinha. Consegui atravessar a sala sem tropeçar numa trotinete, num castelo de legos, num carrinho, numa boneca. E o silêncio.

O Ricardo tinha um jantar. Perguntou se queria ir. Não quis. Quis ficar sozinha, a desfrutar daquele silêncio.

Durante a minha infância, o silêncio foi uma constante. Vivia sozinha com a minha mãe e quando alguma de nós falava já se sabia que era com a outra. Quando tivemos um cão foi uma incrível inovação na minha vida: quando ouvia a minha mãe falar já não tinha necessariamente de ser comigo. Podia ser com o cão. 

Vivi em silêncio muito tempo e sonhava com uma casa cheia. Costumava imaginar que tinha irmãos, que vivia num colégio interno e que dormia numa camarata cheia de gente.

Cresci e rodeei-me de gente. De barulho. De animação.

Adoro. 

Mas (há sempre um mas) há momentos em que sinto uma enorme falta de quietude, de ouvir nada, coisa alguma.

Ontem nem liguei a televisão. Nem pus música. 

Fiquei só eu e o vazio. Que me encheu a alma.

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