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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Ser freelancer foi o melhor que me aconteceu

Sinto-me cada vez mais uma privilegiada. Ter-me tornado freelancer foi, sem dúvida, a melhor decisão da minha vida. Sei que nem todos o podem fazer (seja por não terem a quantidade suficiente de "clientes", seja por não terem capacidade de organização, seja por não gostarem de estar sozinhos, seja pelo que for) mas para mim têm sido tempos perfeitos. Já lá vão 4 anos e nunca me arrependi. Agora que o Manel mudou de escola, sinto de forma ainda mais forte este privilégio. Hoje fomos de bicicleta de manhã, a sentir o fresco de um dia que começa, despedi-me dele à entrada da escola e fui trabalhar numa esplanada ali perto. Depois, e porque hoje ainda não podia almoçar na escola, fui buscá-lo. Sei que mesmo que o cartão já estivesse carregado lhe saberia bem este mimo, sair um pouco dali, do esforço que implica construir novas relações. Fazer um intervalo desse esforço, num colo bom. Seguimos de bicicleta e almoçámos num dos restaurantes preferidos do nosso bairro, e conversámos sobre os novos colegas, sobre os professores, sobre a escola que descobre a cada minuto. A seguir ao almoço, fizemos todo o percurso de novo, a rir e a conversar, e depois voltei sozinha, na minha bicicleta, a pensar como sou, de facto, uma sortuda. Como poderia eu fazer isto, se trabalhasse numa empresa? É claro que tanto ele como eu sobreviveríamos e tudo correria bem, e ninguém morria de tristeza ou abandono, mas não posso deixar de sentir que isto é uma coisa boa. Tão boa.
Entretanto, com esta brincadeira do vai-e-vem, hoje já fiz 14 km de bicicleta, de maneira que, além de tudo, ainda me quer parecer que vou ficar em forma.

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