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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Salvar o Renato (e o Tiago, e se pudesse salvava todos, mas se nem Deus...)

Recebo dezenas de pedidos de ajuda por semana. Há dias em que passam a dezena. Juro que se publicasse todos os pedidos, não fazia mais post nenhum. Não é que haja por aqui posts de um interesse vital para a Humanidade, mas também me parece que publicar todos os pedidos que me chegam acabasse por matar este blogue que, goste-se ou não, sempre vai tendo coisas para rir, outras para chorar, outras só para ver. Mais: se publicasse todos os pedidos, duvido que ainda houvesse alguém que ainda se condoesse, que ainda se emocionasse. Mesmo assim, com todos os pedidos que circulam no facebook, acho que já muitos de nós passam os olhos com alguma indiferença. É contraproducente. É como ter um sem-abrigo à porta de casa. Nos primeiros dias/meses aquilo dói-nos a vista e a alma, depois passa a fazer parte da paisagem. Chama-se a isso sobrevivência.

Bom. Mas depois há uns pedidos que chegam de pessoas que conheço, que me são próximas de algum modo, e claro que aí entra em campo a lógica da proximidade, também válida no jornalismo: aquilo que está mais perto de nós tem um efeito mais emocional. Desperta-nos o interesse de forma mais acesa.
Assim sendo, aqui fica este pedido para salvar o Renato, que é jornalista, como eu: https://www.facebook.com/salvarorenato

E mais este (www.facebook.com/groups/550726501641970/?ref=ts&fref=ts), que me chegou por parte da Patrícia, que ficou muito zangada quando lhe disse o que escrevi agora neste primeiro parágrafo, e que deve ter achado que eu era uma cabra insensível, seguramente, e que nunca devia ter passado pelo drama de ter alguém com esta doença. Engana-se. Entre outras pessoas, já tive a minha mãe com um melanoma, felizmente ultrapassado com cirurgia. O pedido da Patrícia tinha uma agravante: dizia ela que o Tiago não sabia da gravidade da sua doença. Então e ia ser eu a revelá-lo, num blogue com 20 mil visitas por dia? Como entretanto já saiu num jornal, deve ser porque o miúdo já sabe: http://www.record.xl.pt/jogo_vida/interior.aspx?content_id=844606)

Eu queria muito ajudar todos os Renatos, todos os Tiagos, fossem eles crianças, jovens, adultos, velhos, jornalistas, mecânicos ou advogados. Acho que vocês já me conhecem um bocadinho para saber que sim. Mas também sei que divulgar todos, sem excepção, não ia ser a melhor ajuda, ainda que não me sinta grande coisa a fazer de Deus, escolhendo uns e preterindo outros.


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