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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Rota da Saúde #8: Incentivar as crianças a fazerem listas de resoluções

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Muito melhor do que definir regras que os miúdos têm que cumprir é elaborar metas em conjunto, para que eles se sintam parte da solução. Nada como definir uma lista de resoluções para ajudar os nossos filhos a cumprirem objectivos, estimulando assim a sua autonomia. Podem sempre aproveitar a chegada de um novo ano. Uma espécie de "e agora vamos tentar fazer isto melhor!"

1. Preparar o desafio

A lista de resoluções deve ser levada a sério por toda a família. Assuma a solenidade do momento e converse com os seus filhos sobre o que gostariam de conseguir alterar no seu comportamento, as coisas que gostariam de aprender ou passar a fazer sozinhos e lance o debate sobre as melhores estratégias a adotar. Passar o compromisso a escrito é uma forma de o firmar — a lista pode depois ser exposta na parede ou registada num caderno especial. Não há uma idade certa para começar a fazer planos de longo prazo, mas é “entre os sete e os 12 anos” que o ritual faz maior sentido e cumpre a sua função. “Nesta fase, as crianças ainda não têm os seus hábitos enraizados”, explica Christine Carter, a autora do livro Raising Happiness: 10 Simple Steps for More Joyful Kids and Happier Parents (Educar para a felicidade: 10 passos simples para ter crianças mais alegres e pais mais felizes, em tradução literal), num artigo publicado no site parents.com.

2. Dar o exemplo

Os pais são o modelo dos filhos (não é por acaso que se diz "Casa de pais, escola de filhos") e a construção da lista de resoluções pode até ser mais divertida se estes se envolverem também. Pense em coisas simples que gostaria de mudar no seu dia-a-dia e comprometa-se também. A perfeição não existe e há sempre comportamentos que também pode modificar, seja fazer a cama ainda antes do pequeno-almoço ou não levantar a voz por tudo e por nada. Se a imaginação falhar, as sugestões dos seus filhos podem ser duras de ouvir, mas vão com certeza fazê-lo rir e ajudar a lembrar o que poderá alterar.

3. Mostrar-se positivo

A ideia não é listar uma série de obrigações e metas a atingir. “Em vez de apontar aquilo que ainda não fazem, lembre os seus filhos dos sucessos que obtiveram no ano anterior e de como os pequenos esforços souberam fazer a diferença”, aconselha Christine Carter. E exemplifica: “Como é que achas que podes usar essa estratégia que resultou com o piano para fazer outra coisa qualquer?”

Leiam o resto das sugestões (que são bem boas, por sinal) AQUI.

(esta rubrica é uma parceria com Lusíadas Saúde)