Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Rota da Saúde #4: O vosso filho vai de férias com os amigos?

teens.jpg

Ora aqui está um post que vem mesmo a calhar. Em férias anteriores o Manel já foi para casa de amigos, onde estavam os pais desses amigos, mas este vai ser o primeiro ano em que vai de férias com os amigos sem pais por perto. Tem quase 17 anos, faz sentido, mas fica sempre aquele "glup" na garganta, por pequenino que seja. Por acaso ele é muito atinado, o grupo também é tranquilo, mas uma pessoa nunca sabe se não lhes dá na cabeça porem-se com desafios parvos e, com piscinas por perto (e mar), ainda dá mais nervoso na pessoa. 

A primeira ida de férias de um adolescente sem os pais será sempre um momento difícil para os pais. “Apesar de todo o trabalho antecipatório possível (e desejável), nada prepara devidamente os pais para estas primeiras – eu diria mesmo para todas as – saídas dos filhos do seu ‘ninho’”, reforça o pediatra Hugo Braga Tavares, coordenador do Centro Multidisciplinar do Adolescente do Hospital Lusíadas Porto, acrescentando que “os pais só descansarão quando, finalmente, os filhos regressarem a casa ‘sãos e salvos’”.

Mas... haverá uma idade certa para os deixar ir?

Filipa Rouxinol, psicóloga do Centro Multidisciplinar do Adolescente do Hospital Lusíadas Porto, acredita que “a partir dos 17/18 anos, os adolescentes já terão desenvolvido competências essenciais, as quais podemos associar à maturidade, e que lhes permitirão ir de férias com os amigos”. Mais do que guiar-se por uma idade certa, o importante é avaliar as competências do adolescente em questão. Filipa Rouxinol indica a regulação emocional, a assertividade, a humildade e a capacidade de planeamento e antecipação de consequências como as competências principais que já devem ter adquirido, antes de os deixar ir de férias sozinhos. "É importante que já sejam capazes de tomar decisões razoáveis, seguir instruções, controlar a frustração e lidar com problemas do quotidiano. Também convém que sejam já capazes de discordar de outra pessoa, defendendo um ponto de vista sem serem desagradáveis. Serem capazes de reconhecer o valor dos conselhos e opiniões de pais e dos professores, bem como perceberem o que necessitam para atingirem determinados objectivos, antecipando consequências positivas ou negativas."

Que condições mínimas devem estar reunidas?

O coordenador do Centro Multidisciplinar do Adolescente do Hospital Lusíadas Porto, Hugo Braga Tavares, destaca o que deve ter sobretudo em conta:

– O local e as condições esperadas;
– As deslocações (de ida e volta; e possíveis deslocações diárias já no destino de férias);
– Os amigos que vão (é importante que os pais os conheçam antes da viagem);
– Possíveis adultos de referência, como um familiar de algum dos amigos ou mesmo um senhorio, que possa estar presente nas férias e garantir alguma supervisão;
– Contactos (cobertura de rede, horários e números do local e contactos de emergência).

E de que perigos falamos, quando falamos em férias de adolescentes sem adultos por perto?

Consumo excessivo de álcool ou de drogas;
Roubos ou ameaças à integridade física;
Relações sexuais desprotegidas, com possibilidade de transmissão de infeções sexualmente transmissíveis ou gravidez indesejada;
Ceder à “adrenalina” ou à pressão do grupo, com consequentes comportamentos de risco.

 

Glup. Mas não podemos esquecer que este é sem dúvida um passo importante na sua autonomia e que, em bom rigor, não os podemos proteger de tudo para sempre. É preciso conversar, aconselhar, porque mesmo que nos pareça que não nos ouvem (e é um bocadinho verdade), há sempre qualquer coisa que fica.

Leiam o resto do artigo AQUI, para saberem que recomendações e alertas devem dar, outras questões práticas a conversar, e como garantir a sua segurança.

 

 

 

4 comentários

Comentar post