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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Rota da Saúde #3: Os brinquedos influenciam o futuro das crianças?

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Quando a McDonald’s Portugal decidiu passar a oferecer brinquedos unissexo nos menus Happy Meal, as caixas de comentários à notícia encheram-se de opiniões de pais a favor e contra a decisão. Para uns era uma decisão ridícula, uma cedência ao politicamente correcto, para outros era apenas o assumir de que os tempos mudaram e essa ideia do rosa para as meninas e o azul para os meninos já não faz sentido. 

Sandra Borges, pedopsiquiatra no Hospital Lusíadas Porto, refere que a discussão não é nova e que divide a própria comunidade científica: “As questões relacionadas com as diferenças de género e entre os cérebros masculino e feminino são ainda muito polémicas. Alguns estudos referem interações neuronais entre hemisférios específicas do cérebro feminino, outros sugerem que apenas existem diferentes tipos de cérebros independentemente do género”.

Para a médica, a questão é bem mais simples do que parece: “O mais importante é a criança ter acesso a estímulos variados e poder escolher com liberdade se quer brincar com a bola, o bebé ou o carrinho”. Ou seja, se o seu menino gosta de brincar com bonecas não vem daí mal ao mundo, e se a sua filha gosta de brincar com carrinhos é deixá-la à vontade. O importante é essa liberdade de escolha e perceber que não são os brinquedos que definem o género ou a orientação sexual.

Brincar é muito importante e os estudos científicos comprovam-no. Os brinquedos estimulam o desenvolvimento, quer no que diz respeito à motricidade e ao raciocínio, quer no que concerce o treino das competências sociais. Para a pedopsiquiatra Sandra Borges, avessa a condicionalismos de marketing e consciente do papel didático dos brinquedos, a questão não deve ser sobrevalorizada. Muitas vezes, “menos é mais”, e é importante que os pais tenham noção de que com os objetos do dia a dia e até “num passeio no parque, a brincar com pedrinhas e folhinhas, se podem trabalhar as mesmas competências”, afirma. Seja como for, para a especialista a decisão da McDonald’s “faz todo o sentido”, e é positivo que os pais exerçam um papel regulador, assegurando que no quarto do filho existe uma cozinha ou há dinossauros na estante cor-de-rosa da filha. Não adianta ter Barbies de todas as cores se o comportamento dos próprios pais e da sociedade denota uma postura racista – “as crianças são peritas a detetar incongruências”, alerta. 

Ver o artigo completo AQUI.

(esta rubrica é uma parceria com a Lusíadas Saúde)

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