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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Rota da Saúde #11: Crianças: como medir a febre?

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Digam lá a verdade: quando os vossos filhos têm 38ºC de febre vão logo dar-lhes antipirético, certo? Não esperam para ver se a febre sobe ou não sobe, se o corpo se resolve sozinho, pois não?

Pois é. Esta é a tendência da maior parte dos pais. Mas pode ser um erro, como alerta João Rosa, coordenador da Pediatria nas Unidades Lusíadas no Algarve. Porquê? Porque a febre é a indicação de que existe um processo inflamatório em curso (nos mais pequenos tem, geralmente, origem infeciosa) e a subida da temperatura corporal ajuda a combater essa infeção. Vamos então saber como devem medir a febre, como devem agir, quando medicar e quando devem recorrer a um profissional.

Como medir a febre

  • Ter o termómetro certo

Os termómetros eletrónicos para medição retal ou axilar são os mais adequados para medir a febre: são geralmente fiáveis e o tempo de determinação da temperatura é rápida (cerca de 1 minuto).

  • Ter a criança com pouca roupa

A criança não deve estar muito agasalhada, uma vez que isso pode fazer subir artificialmente a temperatura da pele.

  • Ter atenção ao suor

A presença de suor não altera a medição da temperatura axilar. Mas interfere com as medições feitas em zonas descobertas (como a testa), já que diminui a temperatura cutânea, especialmente se a temperatura ambiente for baixa ou houver ar em circulação.

  • Onde medir a febre?

Idealmente, a temperatura deveria ser sempre medida no reto, já que é a temperatura corporal real. A temperatura medida à superfície da pele é afetada pelo ambiente mais frio ou quente e pela constrição dos vasos sanguíneos da pele.
Contudo, este processo não é agradável e pode representar algum risco se o termómetro se partir. Assim, aconselha-se que:
A medição da temperatura seja retal nos primeiros meses de vida.
Nas crianças mais velhas, que se mexem mais, é preferível medir a temperatura axilar que não é tão afetada como a testa pelas condições do ambiente.

Leiam AQUI o que não devem fazer e quando devem mesmo procurar ajuda.

 

*esta rubrica é uma parceria com a Lusíadas Saúde

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