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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Rota da Saúde #1: Como podemos ajudar os nossos filhos a desenvolver a autoconfiança?

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Nesta nova rubrica, que é uma parceria entre este vosso humilde blogue e a Lusíadas Saúde, os melhores especialistas respondem a várias questões que se prendem com a saúde. 

Ora, para darmos início a estes conteúdos nada como começar pela autoconfiança. Pode parecer coisa pouca mas - sabe-se hoje - é de toda a importância para um crescimento saudável. A verdade é que todas estas preocupações com a parte psico-emocional das crianças é muito recente. Quando eu era miúda não se falava de nada disto e era muito comum os nossos pais dizerem-nos coisas que não eram lá muito favoráveis para a solidificação dessa autoestima. Hoje pensamos duas vezes antes de dizer a um filho "mas tu és burro ou quê?" (se bem que já o disse no auge da irritação, por exemplo enquanto estudava com eles). Também é verdade que nós, os que vivemos por cá antes de alguém dar algum crédito aos psis, sobrevivemos a este tipo de coisa e a tantas outras (há um bocadinho mais de tempo, por exemplo, era normalíssimo as crianças comerem na cozinha, estando-lhes vedada a mesa da sala e a conversa dos adultos), mas provavelmente muitos de nós com alguns problemas de autoconfiança que podiam ter sido evitados.

 

Para a Drª Mónica Figueira, psicóloga do Hospital Lusíadas Lisboa, tudo começa por um bom vínculo com a figura materna: "A qualidade do vínculo emocional com a figura materna ou figura cuidadora é muito importante, uma vez que é a mãe a primeira figura com quem o bebé cria uma relação e interação. Na dependência da qualidade desta primeira relação (entre a mãe e o bebé) será arquitetado todo o seu desenvolvimento, quer do equilíbrio psíquico quer em termos da organização da sua personalidade. Se a criança não tiver uma relação segura e de qualidade com a mãe ou com a figura cuidadora, pode vir a experienciar níveis elevados de angústia e de frustração."

Quando as crianças têm uma baixa autoconfiança na infância, podem transformar-se em adultos com problemas diversos: "Podem surgir comportamentos agressivos, baixo rendimento profissional, baixa autoestima, sentimentos de culpa, alterações ao nível da alimentação e do sono, alcoolismo, toxicodependência, depressão, e podem existir ideias de morte ou suicídio."

Então e quais são os principais erros que os pais podem cometer e que podem afectar a autoconfiança da criança? Mónica Figueira explica: "A relação saudável entre pais e filhos faz-se através de atitudes de respeito e da criação de laços afetivos e não através do medo. Os pais cometem erros e um desses erros é a incapacidade de dizerem “não”. As crianças aprendem primeiro a dizer “não” e só mais tarde o “sim”. O “não” remete para os limites. É impossível crescer de forma saudável sem regras nem limites."

Mas há outros erros e sinais de alarme a que os pais devem estar atentos.

Podem ler o artigo da Drª Mónica Figueira na íntegra AQUI

 

 

 

 

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