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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Reporter à rasca

Ser repórter e fazer um detox são actividades praticamente incompatíveis. Não pela logística da coisa, levei os sumos do dia e a salada num saco, levei talheres, comi às 17h 25 numa estação de serviço, dentro do carro, com vista para uns bonitos bancos de madeira encharcados, um frio de rachar ossos, mas não foi isso que impediu o procedimento de ser feito, correu até muito bem. O problema, meus caros, é de outro âmbito. O problema é... urinário. Um detox implica que se faça muito xixi. Ora, se em casa uma pessoa não se importa de estar sempre a levantar o rabo da cadeira para ir à casa de banho (ou no escritório), já na rua, em reportagem, a coisa tem toda outra dimensão. E numa reportagem por aldeias do país, o caso fica ainda mais bicudo. Se não fora o meu colega foto-jornalista estar a conduzir atrás de um entrevistado, tinha perdido a vergonha e pedido que parasse para eu ir atrás de uma moita. O pior é que, se o fizéssemos, perdíamos o entrevistado de vista, que ele andava depressa que se fartava. De maneira que andei quilómetros aflita, e numa das paragens numa aldeia saí do carro já coxa, e se não fosse ter aparecido aquele restaurante providencial ali juro que era menina para ter arreado das calças e ter-me aliviado à frente fosse de quem fosse, credo, mãezinha, que tormento. Nunca uma sanita me pareceu um elemento tão belo como hoje. Quando saí quase beijei na boca a moça proprietária do espaço, muito obrigada, nem sabe como me salvou.
A reportagem correu bem, é só a primeira de muitas saídas para o mesmo trabalho, daqueles como eu gosto, que saudades. O xixi é que é pior, mas para a semana já estarei devidamente desintoxicada, logo, mijando menos.

 


Uma bonita «instalação», na aldeia da Póvoa.

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