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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

@ Rede

Viram a reportagem @ Rede, no Jornal da Noite da SIC? Foi feita em três partes (três dias) e é absolutamente imperdível. Se não viram vejam. É a história de um homem que se vê enredado num esquema maluco, que se vê envolvido por uma mulher que não existe (a imagem dela existe mas a personalidade e toda a vida é inventada por outra pessoa), por quem se apaixona, com quem fala ao telefone (com ela, com a mãe, com a irmã, com amigas - e, afinal, era sempre a mesma pessoa a fazer vozes e personalidades distintas). E não é só ele que é envolvido. São várias pessoas. Inclusivamente a pessoa por quem ele se apaixonou, que não fazia ideia de que a sua imagem estava a ser indevidamente utilizada.

A autora desta brincadeira é professora do ensino Básico, é mãe, e tem mais de 40 anos. O que leva alguém a fazer isto só pode ser um profundo desequilíbrio. E todos nós, que estamos na rede, podemos cair nesta ou noutras teias. As novas plataformas online são ferramentas muito úteis e têm inúmeras vantagens. Mas não há bela sem senão e este é um dos lados negros da internet.

A reportagem está muitíssimo bem feita. Muitíssimo bem contada. E olhem que não era fácil, que aquilo é uma teia do catano. Os meus parabéns à Conceição Lino e à sua equipa. Aquela história é arrepiante, aflitiva, doentia. Foi como assistir a um episódio do Black Mirror mas sabendo que é realidade. E é, também, um espelho da sociedade chalupa que estamos a construir. 

Captura de ecrã 2019-02-01, às 11.01.10.png

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