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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Privilégio

Todos os dias conheço alguém. Todos os dias. Cinco dias por semana. Quatro ou cinco semanas por mês. Há um ou outro dia em que não conheço alguém mas rapidamente compenso com outro dia em que conheço três ou quatro pessoas de empreitada.
Eu tenho muita sorte. Porque conheço gente tão diferente, com histórias de vida tão distintas, e com praticamente todas aprendo alguma coisa, e com muitas aprendo mesmo muito. E o que mais me impressiona é que consigo deslumbrar-me, ainda, praticamente todas as semanas. Com o brilho no olhar de alguém, com a sua força, com a sua graça, com o sorriso, com o pedaço de vida que partilha comigo, com qualquer coisa que trago comigo para casa e para dentro da minha vida.
Hoje conheci uma mulher linda, com uma história gira, um trabalho tão bonito que dá gosto. É daquelas pessoas de quem facilmente me imaginava amiga, com quem tive uma empatia imediata. Ela é fotógrafa, chama-se Raquel Brinca e o projecto dela está aqui www.hug.pt . Só fiquei com pena de não a ter conhecido mais cedo.
À tarde fui revisitar um casal que já tinha entrevistado há uns anos. Foi um daqueles casais que me ficou no coração e que nunca mais saiu. Com uma história fascinante, de luta por um amor proibido. E eles lá continuam, com mais uma criança do que quando os conheci, felizes como só podiam ser, depois do tanto que passaram para ficarem juntos.
Amanhã é mais um dia destes meus dias. Um dia em grande, de certeza, porque vou conhecer cinco pessoas. Cinco histórias. Cinco vidas que se vão cruzar com a minha e mudá-la, de alguma maneira. Se forem mesmo boas nunca mais saem de mim. Vão ficar comigo para sempre.
Tenho tanta, mas tanta sorte.

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