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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Primeiro Mataram o Meu Pai

Filme realizado por Angelina Jolie para a Netflix, sobre um dos regimes mais atrozes da história: o Khmer Vermelho. 

Vi ontem. Perturbador. Como a vida pode virar-se ao contrário de um momento para o outro. 

Até aos cinco anos, Loung Ung teve uma vida privilegiada na capital do Camboja, onde vivia com os pais e os irmãos. Mas, em 1975, o ditador Pol Pot assumiu o poder, o exército invadiu a cidade, obrigando a família de Loung a fugir e, depois, a separar-se. Loung acabou por se tornar uma criança-soldado, enquanto os irmãos passaram a viver em campos de trabalhos-forçados, "a bem do regime". De resto, o  Kampuchea Democrático estava determinado a criar uma nova sociedade, destruindo todos os aspectos da antiga. A ideia era deslocar as pessoas das zonas urbanas para cooperativas agrícolas, com o objectivo de as educar, eliminando a ideia de propriedade privada, o desenvolvimento de uma economia e medicina auto-sustentáveis, suprimindo o dinheiro e as refeições familiares.

O regime comunista do Khmer Vermelho também começou a executar sistematicamente quem tinha relações com o governo anterior. Era o caso do pai de Loung. 

"Primeiro mataram meu pai" conta a jornada de Loung e da sua família durante esses anos terríveis. É silencioso, minimalista, opressivo, esmagador. As crianças só sorriem no início e no final do filme. Pelo meio, nem parecem crianças. A tristeza dos seus olhares entra-nos pelas vísceras até ficarmos totalmente contaminados e sem ar. 

Durante os 4 anos de Khmer Vermelho, terão morrido cerca de 2 milhões de pessoas, quer em execuções políticas, quer por fome, quer pelo trabalho forçado. 

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