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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Pedalar não é para... rabinhos

Este sábado fui com um pequeno grupo de amigos pedalar. Na verdade, o grupo de anormais que anda nisto de treinar para uma cena macaca é bem grande. Não tenho de cor o número certo mas somos mais de 10 amigos metidos nesta embrulhada. É curioso como de quando em vez pessoas que até aparentam ter uma certa capacidade cognitiva se enfiam a si próprias em situações que envolvem uma boa dose de sacrifício, sofrimento e até dor. Umas porque garantem gostar de desafios, outras porque são arrastadas pelas primeiras (e portanto não passam de paus-mandados), outras porque são simplesmente parvas (algo que, de resto, é comum a todas). 

Mas então dizia eu que este sábado fomos pedalar. Já tínhamos ido no fim-de-semana anterior e foi um inferno (partimos da Guia e subimos até ao Cabo da Roca e eu senti mesmo vontade de dar meia volta e voltar para a minha cama). Desta vez, talvez por já levar as expectativas bem no fundo do poço, talvez por já esperar o pior possível, talvez por ir também com o Ricardo, desta vez correu menos mal. Reparem que não escrevi "correu bem". Nem sequer "correu melhor". O que eu escrevi - e reitero - foi: "correu menos mal".

Desta vez fizemos uma parte do percurso da prova que, se os astros se alinharem (mas mesmo bem alinhadinhos), faremos em Setembro (tantas dúvidas sobre o alinhamento astral, tantas dúvidas). Fomos da Guia até Carcavelos e depois demos mais umas voltas, regressámos até ao Estoril e fomos ter à subida para a Lagoa Azul (que é uma subida infernal).Eles foram avisando que a subida da Lagoa Azul era horrível. Eu pensei que não podia ser pior que a subida do Guincho para a Malveira. Desgraçadamente, era. Acabei a subir com a bicicleta à mão (e o Ricardo também). Depois disso, o Ricardo teve um furo. Quer dizer, não o Ricardo, que os pneus dele não furam assim com tanta facilidade, mas o pneu da bicicleta do Ricardo. Espectacular. Um furo na viagem inaugural da sua bicicleta. Parecia o Titanic. Ainda estou para saber se foi ele que esfaqueou o pneu para poder acabar ali com o sofrimento ou se foi mesmo um azar do catano. O Lourenço acelerou e foi buscar o carro para o ir salvar. Eu e o Zé continuámos num passo mais lento (por causa de mim, bem entendido). Deixámos o Ricardo à beira da estrada, com a sua bicicleta inutilizada, e seguimos então até à Malveira, descemos até ao Guincho e continuámos até à Guia, onde tínhamos o carro, num total de 60km. 

Nesse mesmo dia ainda tivemos duas festas de aniversário, uma das quais acabou às 2h da matina, pelo que ontem estivemos os dois num estado um pouco deprimente, a arrastar os nossos cus doridos ora pelo sofá ora pela cama, tudo acompanhado de alguns gemidos tristes. Hoje já fui correr mas o rabo ainda não está a 100%. Que isto de pedalar não é para rabinhos. Aposto que os ciclistas têm calosidades no traseiro, assim uma camada de pele grossa e rija que aleija se alguém se atrever a dar-lhes uma palmada. 

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A bicicleta do furo. Viagem inaugural e é isto. Já tem nome, pelo menos para mim: é a Titanic

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