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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Parabéns, Mojito!

Faz hoje 4 anos que nasceu. Eu ainda não sabia que ele ia entrar na minha vida. Foi mais tarde, um ou dois meses depois. Quando o vi pela primeira vez, numa foto no facebook, de alguém que tinha cãezinhos para dar, apaixonei-me. Daí até o ir buscar a Santo Tirso foi uma difícil luta. O Ricardo não queria ter cão e eu sei que forcei a barra até ao limite. Estava grávida (de muito pouco tempo, ainda) e usei todas as armas. Fui emocional, hormonal, insistente, chata. E levei a água ao meu moinho. Depois paguei as favas.

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O primeiro ano do Mojito foi um ano infernal. Ele gigante (foi pequenino escassas semanas), mal comportado, impulsivo, doido, a saltar por todo o lado, a puxar por nós na rua de tal forma que éramos nós a sermos passeados e não o contrário, a não fazer nada na rua e a chegar a casa e a encher tudo de xixis e cocós, sendo que, como ele se tornou enorme em três tempos, eram xixis e cocós de tamanho XL.

Além disso, o Mojito mordia, a brincar, mas era tão grande que magoava. Mordia móveis, saltava por cima de sofás, comia a nossa comida. Chegou a morder o Mateus, tinha ele dias de vida. Tivemos um primeiro treinador, que vinha à hora do almoço, e o Ricardo, em vez de almoçar, andava pelas ruas com salsichas nos bolsos para ensinar o Mojito a ser civilizado, ensinado pelo treinador, que tentou de tudo, mas não foi bem sucedido. O Ricardo olhava-me com raiva, tipo "deste cabo disto tudo". Foi tudo um bocado lixado e valeu-nos um anjo chamado Ricardo Oliveira, que apareceu nas nossas vidas por acaso (ou então não). Salvou-nos. Acalmou o Mojito, educou-o, sempre com amor, que é como ele faz as coisas. O Mojito de hoje nada tem a ver com o Mojito desse primeiro ano. É calmo, pachorrento, amigo, caminha ao nosso lado, não puxa, só quer mimo, tem uma sensibilidade incrível. Quando vai passar uns tempos à quinta do Ricardo fica em êxtase quando o vê, mas vem sempre despedir-se de nós, com saltos, mimos, beijinhos. O mesmo quando o vamos buscar. Fica histérico de nos ver, mas não deixa de ir beijar o Ricardo Oliveira, como que a dizer que nos ama a todos. Nunca esquecerei o que o Ricardo fez por nós e o que ainda faz. Tenho para com ele uma daquelas dívidas que não têm como ser pagas. 

O Mojito é parte desta família, gostamos muito, muito dele, e hoje, em dia de aniversário, teve direito a parabéns, a bolo (de carne) e a palhaçada (como é apanágio desta casa de malucos).

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