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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Os anjos não comem chocolate

Este é um livro que não lerei, por ser uma dor que não quero sequer imaginar (apesar de já ter feito reportagens sobre o assunto). Mas que pode ajudar muitos pais que tenham passado pela perda de um filho.

«Um livro que fala de amor, sofrimento, coragem e, acima de tudo, da extraordinária capacidade do ser humano de encontrar um sentido para tudo. Até para o impensável. É também a história de algumas pessoas que se cruzaram através da associação A Nossa Âncora. Como Suzete , que os amigos tentavam animar dizendo-lhe que as “mães de anjinhos não se vestem de preto e não choram”. Ou Cândido, que fez o luto do filho ao volante de um camião enquanto falava com Mila ao telefone. Ou Maria José, que sentia a presença de Alexandra e Nuno, levados pela mesma doença no lapso de nove anos, sempre que um casal de pombos pousava no estendal da casa. Ou, ainda, Maria Emília, que encontrava Mónica nas borboletas brancas que esvoaçavam no seu jardim…

O filho de Mila, Rodrigo, costumava dizer à mãe, que falava com Jesus e que iria morrer – «Vou para um sítio muito lindo, muito verde.» Aos 7 anos, um acidente causado por um camião levou-lhe a vida e a do seu pai. No dia do velório de Rodrigo, uma mulher de meia idade e olhar sereno aproximou-se de Mila e disse-lhe: «Sou uma mãe que também perdeu um filho. Queria dizer-lhe que ainda vai ser feliz. É uma felicidade diferente, mas vai ser.» Enquanto presidente de uma associação de apoio a pais em luto, Mila viria a conviver de perto, ao longo dos anos que se seguiram, com centenas de homens e mulheres que, tal como ela, carregam a maior das dores que alguém pode sofrer: a perda de um filho.»


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