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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Olé!

Acabo de protagonizar uma daquelas cenas domésticas perfeitas para ser gozada o resto da vida. Ao longo destes quase oito anos de casada já me aconteceram algumas: já caí por duas escadas abaixo, já escorreguei em cima de uns saltos gigantescos, já vomitei na rua (e não foi quando estava grávida, if you know what I mean...).
Ora bem, esta foi a melhor. E estou neste momento a olhar para o Ricardo e ele continua a rir desbragadamente. A nossa sala tem três janelões do chão ao tecto que dão para um terraço que, por sua vez, dá para o jardim do condomínio. Os putos estão lá fora, numa festa de aniversário de um amiguinho vizinho e, de repente, ouvi o mais pequeno chamar-me com insistência. Levantei-me a correr e avancei para o terraço. Só que... as portas de vidro estavam fechadas. Conclusão: marrei violentamente com a cabeça no vidro, tão violentamente que o meu corpo foi atirado para trás. Por uns segundos perdi os sentidos. O Ricardo desligou o telefone e veio a correr. O senhor lá fora tinha a boca aberta de espanto e preocupação. Por uns momentos fiquei atordoada, a chorar de dor mas sem conseguir articular muitas palavras. Depois ri-me. E foi então que ele começou a gargalhar como se não houvesse amanhã. Já passou uma meia hora e ele continua a dizer que foi "do melhor".
Quanto a mim, tenho uma dor forte na testa (e no cérebro, acho) e sinto-me levemente idiota. Evidentemente que não tornarei a aproximar-me da janela enquanto houver uma única pessoa que possa ter assistido ao meu desaire. E pergunto-me quantas células terei morto com a minha marrada.

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