Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Odeio, com todas as forças do meu ser...

… pessoas que deixam as poias dos seus belos animais plantadas nos passeios, nas estradas, nos jardins. Eu sei que há quem ame os seus bichos a ponto de considerar os seus dejectos arte pública, mas acontece que é o género de arte que se nos agarra aos sapatos e às calças e à roupa inteira quando são os miúdos a rebolar na relva, ou seja, é o género de arte demasiado impositiva para o meu gosto.
Mas eu não odeio de forma visceral estas pessoas "apenas" pela nojeira (e ameaça à saúde pública) que deixam nas ruas e jardins. Eu odeio-as porque, ao fazerem-no, estão a lixar toda a reputação de todos os donos de cães que passeiam na rua. Ou seja: quem não tem cão, de tanta bosta já ter pisado ou fintado, passa a olhar TODOS os passeadores de cães com ódio no olhar, julgando que, provavelmente, também nós somos essa gente que larga lastro à passagem. Não, não exagero. Ando com uma caixinha com sacos de apanha-caca bem à vista e, ainda assim, há quem fique especado a certificar-se que, mal o cão se agacha, eu faço o que é suposto. Às vezes, de tanto sentir vontade de mostrar que NÃO, NÃO SOU UMA LARGADORA DE POIAS, ainda o bicho não acabou o serviço já eu estou de saco enfiado na mão, a postos para mais uma apanha.

Pessoas que gostam de enfeitar as cidades, vilas e aldeias com cocó dos vossos bichaninhos, a sério. Muito a sério. Vamos parar com isso? Vamos, vamos, vamos?
Muuuuito grata.

Deixo-vos uma imagem do Nuno Markl que, como eu, também já revelou pouca sensibilidade para este tipo de arte pública.

15 comentários

Comentar post

Pág. 1/2