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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Obrigada!

De vez em quando o instinto parece querer acordar. Vejo um bebé na televisão e derreto-me, vejo uma cena em que um recém-nascido sai de dentro da mãe e comovo-me, vejo as fotos dos meus quando eram uns ratos e fico uma babaca, vejo um bebé na rua e enterneço-me. No outro dia um dos meus entrevistados pôs no facebook a foto dos seus gémeos recém-nascidos e deu-me uma pontada no coração: aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, que coisinhas mais liiiiindas! O Ricardo encolheu-se no sofá e podia jurar ter visto uma gota de suor escorrer-lhe pela testa.
Por isso, agradeço muito aos meus vizinhos de cima, cujo bebé guincha desesperado há coisa de uma hora. Aquele uéuéuéuéuéuéuéué pica-miolos e angustiante dá-me agulhadas nos pulsos. Obrigada e podem continuar a deixá-lo chorar. O meu instinto maternal está muito cansado (exausto, diria), às vezes parece mesmo morto, mas tem momentos em que parece querer acordar, como alguns vulcões. E esse choro é o antídoto ideal. Obrigadinha, mais uma vez.

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