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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

O prazer do silêncio

Já aqui disse que os nossos jantares cá em casa se aproximam várias vezes da insanidade. Os miúdos cheios de vontade de contarem tudo o que se passou na escola, um a começar, o outro a interromper, um a gritar, o que começou a passar-se "eu estava a falar primeiro!", os outros a aguentarem-se mais uns segundos calados mas depois, aproveitando o primeiro intervalo do primeiro (apenas para respirar e continuar o seu relato) principiam a descrever os seus dias deixando o outro irado... uma festa. 

Há dias em que é tudo mais cordato, estão mais moles ou não aconteceu nada assim tão relevante, mas depois há os outros, em que apetece correr tudo à chapada ou então... beber vinho. Eu e o Ricardo, que somos pela paz (e pelo vinho), optamos geralmente pela segunda.

No outro dia, a barulheira estava ao rubro e eu exclamei (ainda estou para perceber de onde me veio aquela ideia):

- Malta, malta, atenção! Façamos um minuto de silêncio em memória deste frango que estamos prestes a comer.

Eles riram-se mas, ao verem-me de olhos fechados, em silêncio, decidiram cumprir. Foi divertido ver o Manel completamente em êxtase com a ausência de ruído, de olhos fechados, a usufruir verdadeiramente do momento.

De maneira que agora, sempre que a coisa começa em crescendo, quase a aproximar-se do irrazoável, volto à carga:

- Malta, malta, atenção! Um minuto de silêncio por esta bonita pescada que faleceu para que a possamos agora comer.

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