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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

O Observador está a observar obsessivamente

Ponto prévio: gosto muito do Observador. Gosto das notícias, gosto da análise, gosto das ideias, gosto do rasgo, gosto do Explicador, que nos dá o contexto que, por vezes, perdemos ou desconhecemos. Gosto da equipa. E, até há dias, gostava de receber as notificações. Vinham no tempo certo, alertavam-me para algo que se passava, punham-me a par. Acontece que, há relativamente pouco tempo (não sei precisar quanto), o Observador parece ter sido acometido de uma febre à la CMTV, que o faz enviar notificações por dá cá aquela palha e que já me estão a mexer com os nervos. Ontem dei-me ao trabalho de contar quantas notificações recebi ao longo do dia e foram... 37. Trinta e sete! Por Deus! Perguntam vocês, que ontem estiveram adormecidos e agora acordam com esta informação: aconteceu alguma calamidade mundial? Um atentado tipo 11 de Setembro? Um terramoto mortífero? Não. Não aconteceu nada de especial. Entre os engenhos explosivos enviados para várias personalidades nos EUA, o caso Tancos, os protestos anti-Bolsonaro, a temperatura que vai descer 10 graus, mais Tancos, mais Tancos, uma crítica a um vídeojogo, mais notícias sobre meteorologia, a web summit e o alojamento em Lisboa, mais Tancos, o Pedro Nuno Santos a dizer que gosta de carne assada, a prisão preventiva do presidente do turismo do Porto e Norte, e o Sporting/Arsenal... nada de especial. 

Meus amigos... além de me darem cabo da bateria com tanta notificação, creio que estamos aqui a assistir a um desvirtuar do que eram as vossas notificações: apareciam com apontamentos importantes, interessantes, notícias de última hora, ou comentários de facto relevantes. Mas agora, é todo um frenesim que desinquieta a pessoa por nada. O pior mesmo é que, se isto continua, nem vai desinquietar mais. Simplesmente creio que vamos deixar sequer de olhar para o telefone quando ele apitar com mais uma notificação. Até pode ter caído uma parte do mundo mas não vamos ver, por cansaço. Ou, pior, podemos desistir das notificações, o que vai implicar que nos esqueçamos um bocadinho de lá ir, o que seria uma pena.

Esta febre das notificações faz um bocadinho lembrar os alertas de "Última Hora" da SIC. Primeiro eram, efectivamente, notícias bombásticas acabadas de chegar às redações. Agora até pode ser um choque com dois automóveis, sem mortos, feridos ou consequências de maior para o trânsito. Só chapa. Mas lá vêm as parangonas "ÚLTIMA HORA". No início a pessoa saltava do sofá com a mão no peito e o coração a mil, ai caraças, o que é que explodiu agora?, mas neste momento somos capazes de nem olhar duas vezes quando vemos o alerta. 

De maneiras que... façam um favor às pessoas que gostam de vocês. Sosseguem um pouco. Observem, sim, mas não tanto! 

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