Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

O "irmão" mais novo

IMG_9318 (1).jpg

Esta semana o Mateus tem praia com a escola. Está com azar com o tempo. Ontem, primeiro dia de praia, era ver os pequeninos todos a entrar na camioneta de casacos e alguns com o apoio de guarda-chuvas dos pais. Só lhes faltavam as galochas para ser mesmo um retrato inusitado de todo. Hoje, a mesmíssima coisa. Esperei por ele cá fora, enquanto lá dentro lhe punham uma pulseira de identificação da escola e os agrupavam em fila indiana. Ter-me-ia ido embora mas havia já uma quantidade razoável de pais para os "adeus" costumeiros. Levo 17 anos disto. Ainda me lembro tão bem de ficar a acenar à janela da carrinha onde o Manel ia para a praia, e depois o Martim, e depois a Mada, e agora este. Reconheço que já há muitas coisas que faço sem o enlevamento de outros tempos. Ficar a acenar a uma criança que mal vislumbro porque as janelas fazem reflexo tem pouco encanto (e demora tempo que nunca mais acaba). Mas é sempre giro ver os pais de primeira viagem a dizerem vigorosos adeus até ficarem com dores no braço (mas que nunca confessam), atirando beijos, fazendo recomendações de última hora, entrando pela camioneta adentro porque o filho começou a chorar, desabafando os seus medos de que alguma coisa não corra bem. Não é que uma mãe de quatro ame menos o seu filho caçula, só que já viveu esse filme 3 vezes antes, e por isso tudo assume uma condição muito mais descontraída. 

O Mojito foi ontem e hoje levar o Mateus à camioneta. Quando o viu, entre os outros, fez questão de mostrar quem era o seu "irmão", cheirando-o, dando entusiasmados beijos, metendo a cabeça por debaixo do seu braço, para que ficassem encostadinhos. Os amigos ficaram em delírio, sobretudo porque o Mojito é grande, do tamanho deles, e por isso é assim uma espécie de bom gigante, mascote da turminha. Não foi sem inquietação que o Mojito viu o Mateus entrar no autocarro, parecia tão ralado como os pais de primeira viagem. Na verdade, para ele também é a primeira vez. 

Ter um cão foi das melhores decisões desta família. Não foi nada fácil, nada, nada, nada (obrigada Ricardo Oliveira, nunca poderei agradecer o suficiente). Mas depois de ultrapassadas as dificuldades... é só "amor para a vida toda".

3 comentários

Comentar post