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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

O Eleutério

Imaginem uma família com filhos adoptados. Quando os adoptaram, eles já tinham os seus nomes no registo. Uma era Maria, o outro era o Pedro, a outra a Madalena. Mas havia um que se chamava Eleutério. A família, embaraçada, não levava o Eleutério à rua. Não o deixava participar nas festas. Escondia-o no armário. O Eleutério até era bom rapaz. Até fazia bem os trabalhos de casa. Até era bom aluno. Mas, pronto. Chamava-se Eleutério, enquanto os irmãos eram a Maria, o Pedro e a Madalena. A sua má sorte começou no nome. E a sua ligação à família nunca foi a mesma.


Este pequeno texto é uma metáfora.
Mas é assim que algumas coisas se passam, metaforicamente falando. E eu sou pessoa que não fica contente com as injustiças.

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