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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Nostalgias, surpresas e cansaços

Estava eu ainda nos preparativos da festa quando tive de ir buscar o Manel à escola. Meti-me no carro, o rádio começou a tocar qualquer coisa triste e foi o suficiente. Imagens do nascimento do meu miúdo do meio, recordações de quando era bebé, de quando tinha caracóis, de quando era muito matreiro, começaram a passar diante dos meus olhos, como se fosse um filme de domingo à tarde. E aqui a idiota largou a chorar. Fui o caminho todo para a escola em fungos profundos, ai tão pequenino que era o meu bebé, ai que já tem 9 anos, e o outro 12, e qualquer dia a pequenina também já não é pequenina… e foi um vê se te avias. Chegada à escola, tentei disfarçar mas o Manel já me conhece de ginjeira e percebeu logo que aquela não era bem a mãe, era mais a rena Rudolfo, de nariz abatatado e cor de rubi. Lá lhe expliquei que isto de ver os filhos crescer é muito bom, claro, se não crescessem é que era pior, mas custa, custa perceber que é um caminho sem volta, que estão cada vez mais a construir as suas vidas autonomamente, e que precisarão cada vez menos de nós, e que isso também quer dizer que estamos a ficar velhos, caraças, e isso custa, percebes Manel? Ele dizia que sim (não percebe nada, claro, só daqui a uns 20 ou 30 anos) e dava-me festinhas, como quem sossega um maluco, vá mãe, pronto, vá.
Voltei para casa e arrumei a nostalgia com a azáfama (sou mestra nisso). Pouco depois, o inesperado aconteceu, para dar cabo de qualquer tristeza que ainda tivesse sobrado: a minha irmã, o meu cunhado e o meu querido sobrinho apareceram de surpresa para o jantar de aniversário do Martim. Apareceram de mansinho, com a cumplicidade do meu pai e boadrasta e avó, que deixaram a porta aberta para eles entrarem sem eu ver. Às tantas, quando me voltei… esbarrei no meu querido cunhado com a cadeirinha do João na mão. Ia-me dando uma coisa.
À mesa éramos então 24 (23 a jantar e o pequeno João, ao colo da mãe). E não sei se foi da emoção ou do cansaço dos últimos dias, o que sei é que ontem fiquei de cama. Dores de cabeça, dores no corpo todo, uma indisposição geral, uma astenia generalizada. Felizmente pude obedecer ao corpinho. Hoje já estou operacional. Cansada, ainda, mas operacional. Amanhã é dia de virem cá a casa dormir amiguinhos do Martim, que isto é sempre em non-stop.

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