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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Nós por cá todos bem

Estamos castanhos, todos, eles ainda mais castanhos do que o costume. Saímos da praia de noite, quase sempre. Hoje a Madalena fez um tereré e a amiga também.  As mães, grandes malucas, foram na onda. Quatro tererés feitos ali mesmo na areia (eu confesso que já me estou a enervar com o meu, sempre aqui uma cena rija ao pendurão, quer-me parecer que a nossa relação não vai dar certo). A Madalena esta noite dormiu fora de casa. Amanhã, depois do jantar, dormem todos fora de casa. Eles são muitos e estão felizes. São amigos há muitos anos, dão-se bem, tão bem, nunca há chatices entre eles. Nós lemos livros durante horas. E tomamos banhos demorados. E bebemos coisas boas. E dormimos na praia. E rimos. E namoramos. E descansamos tanto. E temos a sensação de que podíamos viver assim para sempre, o que evidentemente não poderia acontecer porque mais cedo ou mais tarde havíamos de sentir necessidade de fazer coisas, de produzir, de nos realizarmos profissionalmente (além da necessidade de ganhar dinheiro, pura e simples). Isto digo eu, querendo acreditar, para ser mais fácil o regresso. A minha vida de todos os dias é boa, caramba, tão boa, não tenho nada, nadinha do que me queixar. Mas aqui tudo é saboreado, degustado, com calma e prazer. E apetecia que fosse assim para sempre. Não vai ser. Por isso, vou continuar a aproveitar cada dia, cada hora, cada minuto.

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