Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Natal

Foi em casa da prima Cris, que fica do outro lado da rua. Os pais do Ricardo e a minha mãe vieram ter a nossa casa e depois, todos munidos de sacos, saquinhos e sacões, lá atravessámos a rua e tocámos à porta do Natal. Éramos 19 e a mesa parecia aquelas dos banquetes reais. Comprida e bonita, que a Cristina não é mulher de deixar os créditos em mãos alheias. Pessoa de bom gosto e esmero, fez tudo comme il faut. No final do jantar, nós os cinco apresentámos uma peça de teatro. Eu escrevi o texto e eles representaram-no. Ensaiamos duas vezes, em casa, e foi o que bastou. A família aplaudiu e foi um momento quentinho e gostoso. Depois chegou a hora do Pai Natal entrar em cena. Era meia-noite. Desta vez tínhamos uma prima, estreante nas nossas Consoadas, que se ofereceu para ser o velho das barbas. O Manel já não acredita mas o fato era tão profissional que ele não conseguiu deslindar quem era o humano por detrás do barbudo de fato encarnado. O Martim, desconfiadíssimo, disso logo que era a prima «nova» e que a ele não o enganavam mais. Sempre que o desmentíamos, ele ficava naquele limbo de dúvida entre o «eu sei que me estão a endrominar» e o «e se os gajos estão a dizer a verdade e eu a desprezar desta forma vil o Pai Natal?». Creio que, ainda assim, terá sido o último Natal de benevolência dele para com a história do idoso que traz presentes. Depois será pedir-lhe que mantenha o bico calado para a irmã ainda ter uns aninhos de fantasia, que sabe tão bem. Os presentes foram muitos e bons e a noite acabou às duas da manhã, com um puto a dormir no sofá, o outro no chão, e pequena Madalena e ainda mais pequeno Vasco acordados e prontos para mais.

3 comentários

Comentar post