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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Música

Quando fiz ESTE post sobre o meu 2013, esqueci-me de um detalhe muito importante: termos decidido pôr os nossos dois filhos a estudar guitarra clássica. Parece coisa insignificante, no levantamento de um ano inteiro, mas não é. Para mim não é. Foi preciso insistir muito com o Martim, sempre avesso às mudanças, sejam elas quais forem mas, sobretudo, se implicarem esforço. E aprender música implica esforço. Implica saber esperar, porque não é de um dia para o outro. Implica errar muito para acertar um pouco. Implica insistir. Treinar. E voltar a insistir. E, por isso, apesar de ser "só" aprender guitarra, acaba por ser muito mais: é um conjunto de lições que se levam para a vida, no geral.
Hoje, vê-los a tocar, em conjunto, o Zombie dos Cranberries, para um concerto que vão dar em Fevereiro, dá-me assim um daqueles aconchegos no coração. Ainda são umas pequenas crisálidas e ainda vão ter muito que insistir até se tornarem borboletas. Mas já sai música daquelas guitarras. E isso… é brutal. Mais: sabem ler música. Sabem olhar para as notas musicais e convertê-las… em música. Isso é saber mais do que eu. Porque eu olho para uma pauta como um boi mira um palácio. E dar-lhes a possibilidade de aprenderem uma linguagem nova, que só alguns conhecem, é muito gratificante.

(e pode sempre servir, neste país delapidado, para irem tocar para o metro e ganharem uns trocos. Não se riam que, para lá do argumento das miúdas, foi este que usei para convencer o Martim a continuar)

Posto isto… vou acrescentar este facto ao post de 2013.

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