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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Montanha russa em Nova Iorque

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Quando o Ricardo fez anos, em Fevereiro, ofereci-lhe uma viagem a Nova Iorque para agora. Já tínhamos vindo a Nova Iorque duas vezes, sempre no Inverno (a última foi exactamente por esta altura), e achei que ia ser óptimo voltar. Entretanto, a nossa vida complicou-se, não só com a morte do Pedro, como com outros acontecimentos um bocado violentos (isto quando é para disparatar desata tudo a disparatar ao mesmo tempo) e, quando a data se começou a aproximar, a vontade de vir era zero. Mesmo. Como raio podia eu ir para uma cidade frenética se o que mais me apetecia era ficar enroladinha sobre mim mesma? Bom... mas estava tudo pago e a verdade é que não adiantávamos nada ficando em casa, a carpir mágoas. Viemos. E ainda bem. Esta cidade electrizante tem conseguido distrair-me. Não a 100%, claro. Às vezes pareço bipolar: ora estou a sentir uma felicidade incomensurável por estar aqui ora largo num pranto porque me lembro das coisas más. Estou numa fase montanha russa e acho que, mais do que combater isto, é aceitar que não somos feitos de borracha e podemos acumular sentimentos - alegria, tristeza, desespero, esperança. Tudo ao mesmo tempo, ou com apenas minutos de diferença. Por exemplo, estava em Times Square e começou a nevar muito. Fiquei inundada de uma felicidade inesperada. De repente, veio-me à memória uma situação complicada por que está a passar um querido amigo e.... pufff, a neve, as luzes e aquilo tudo deixou de ter um pingo de graça. Outro exemplo: estávamos no Woodbury, o outlet onde se fazem compras com descontos que valem mesmo a pena, e sentia-me contente (sou mulher, não fujo ao estereotipo de gostar de compras - não me chateiem, claro que também há homens que gostam e também há mulheres que não gostam, eu sei). De repente vi o restaurante "Yo! Sushi" e larguei-me a chorar. Porque foi o Pedro que mo apresentou, em Londres, em 1997. Porque jantámos lá e diverti-me tanto nessa noite (e em tantas outras noites e dias, com ele). E pronto. É isto a minha vida nos últimos tempos. 

Em breve tenciono fazer uns posts catitas com algumas das coisas que temos feito por aqui (não esperem nada assim suuuper original porque sempre que cá vimos tendemos a repetir as mesmas visitas de sempre, com algumas nuances diferentes) mas para já podem ir acompanhando tudo no Instagram (tenho andado mais activa por lá). O endereço também não é original (coconafralda).

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