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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Mastite

Quando amamentava o Martim tive a minha primeira mastite. Enchi-me de febre, tinha uma mama rija como uma pedra, e sofri horrores para acabar com aquilo. Pior: meses depois, tive uma segunda mastite.  Estive não sei quanto tempo a antibiótico mas continuei a amamentar, e lá me livrei daquilo.
Depois, quando tive a Madalena, lembro-me de estar tão apavorada que me voltasse a acontecer que me massajava freneticamente antes, durante e depois de amamentar, não fosse o diabo tecê-las.
Agora… facilitei. Como o Mateus geralmente mama de duas em duas horas, achei que não havia hipótese de formar para aqui caroços de leite que dessem origem às malfadadas mastites. Não estava completamente errada mas bastou uma noite e um dia com ele a espaçar um bocadinho mais e comigo a não prestar a devida atenção ao assunto para… tau: mastite.
Começou com uma ligeira impressão no sábado de manhã, a que se seguiu uma ligeira dor à hora do almoço, para uma dor mesmo forte durante a tarde, e uma incapacidade sequer de baixar o braço à noite. Quando me fui deitar, no sábado à noite, descobri horrorizada um alto tipo bola de golf. O Ricardo e o meu cunhado foram à farmácia comprar Trombocid e eu fui para a banheira, com água quase a escaldar e uma toalha turca, esfregar a zona afectada com violência.
Estive uma hora nisto. A esfregar com a toalha, depois com os dedos e Trombocid. Às 4h da manhã, quando o Mateus me acordou para mamar, voltei à carga. Dores, dores, dores horríveis. Eu a morder uma toalha enquanto desfazia caroços vários. É preciso ter mesmo coragem para infligir tamanha dor a nós próprias, confesso. Para aguentar, fechava os olhos, mordia a toalha, e procurava pensar nas pessoas que passam por dores muito piores e que se aguentam estoicamente.
Quando acordei, no domingo, fiquei um bocado em pânico. A mama encarnadíssima, quente, e ainda cheia de dores. Falei para o médico, que me disse para tomar anti-inflamatório e continuar a malhar forte e feio na mama. E assim foi. E assim tem sido. Estou muuuuuuito melhor. Não vou cantar já de galo, que isto ainda não está bom, mas já consigo baixar o braço, já consigo pegar no Mateus sem cerrar os dentes, e quando massajo já não encontro isto encaroçado.
Amamentar é muito bom, muito prático e tudo e tudo e tudo. Mas quando se tem tendência para encaroçar… oh meujamigos...

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