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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Mas que dia...

Para começar... a noite. A Madalena começou a tossir por volta das 23h e nunca mais parou. Eram quatro da manhã e andava eu de rabo para o ar à procura de um xarope para a tosse. O único que havia estava fora de prazo. Às seis começou a chorar. Estava a tremer muito, o corpo aos saltos, quase em convulsões. Estava com 39,5ºC. Dei-lhe Brufen. Abraçámo-nos a ela e ficámos à espera que passasse. Passou. Às oito acordámos. Às 10h estava com o Manel no Oceanário. Ele foi falar com uma bióloga marinha fantástica para um trabalho de Ciências. Uma maravilha! Não há nada que chegue a uma pessoa apaixonada pelo seu trabalho, contagiante, efervescente. O Manel nem pestanejou, fascinado. E eu acho que era capaz de ficar ali o dia inteiro, a ouvi-la falar. Mas não dava - ela tinha mais que fazer e eu tinha uma agenda do arco da velha. Ao meio-dia estava em Loures, a fazer uma entrevista a um tipo com uma história de vida absolutamente incrível. Quando terminou, às 13.30h, voei para casa, almocei a correr e fui outra vez a voar para o Campo Mártires da Pátria, onde tive outra entrevista, com uma mulher que aproveitou o desemprego para dar a volta à vida. Um amor. Veio de Coimbra e trouxe-me pastéis de Tentugal... Ai, santo Deus. :)
Tinha combinado estar no Diário de Notícias às 15h. Mas só consegui chegar às 15.45h. Fiquei impressionada com a redacção, tão diferente. Revi alguns amigos, alguns ex-colegas, estive a editar a minha reportagem, que vai sair este domingo. Já não trabalhava com o Millenium há imenso tempo mas num instante relembrei. Foi bom estar ali, sobretudo com a perspectiva de, em pouco tempo, ir embora outra vez. Definitivamente... não sou pássaro de gaiola. E tive sorte de não ter de ser. Tinha de ir buscar os miúdos ao ATL de férias às 17h mas rapidamente percebi que não ia conseguir. Liguei à minha mãe a pedir que fosse, por favor, enquanto a dona Emília ficou a tomar conta da Mada. Ainda em pleno DN recebi a notícia de que Millôr Fernandes tinha morrido. Oh, que tristeza... Quando saí do DN, voei novamente. Dessa vez para a rádio, onde fiz mais duas entrevistas.
Cheguei a casa às 19h, estoirada. Más notícias: Mada tinha tomado o xarope para baixar a febre às 18h e uma hora depois continuava com 39ºC. E com dificuldades respiratórias. Hospital, outra vez (ao almoço o pai já tinha feito uma visita ao pediatra). E lá ficámos, até às 22.22h. Ela a fazer aerossóis e à espera que a febre descesse, com mais um supositório pelo rabo acima.
Repare-se na pose. Criatura pode estar no hospital mas tem uma imagem de senhorita a defender...


Chegámos a casa, eu jantei um iogurte e uma maçã reineta, o Ricardo engoliu um tigelão de legumes, e agora estamos aqui, mais mortos que vivos. Ainda assim... tenho de ir escrever o texto para as Selecções porque prometi ao editor que o entregava amanhã de manhã. Mas como também prometi a mim mesma que amanhã o dia era TODO para dedicar ao meu livro, não posso deixar para amanhã aquilo que tenho de fazer hoje. É que eu sou pessoa que evita falhar com os outros mas também comigo, para não correr o risco de, depois, ter de me aturar. Por isso, lá vou eu!

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