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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Martim, o portador de más notícias

Chega a casa, vindo da escola, com um tom esverdeado.

Olho para ele, ralada:

- Então, tudo bem?

- Não.

- Não? Então?

- Acabo de saber que vou ter 40 testes este ano. E daqui a duas semanas tenho 3. E na semana seguinte a essa tenho mais 3.

 

Dores. Muitas dores. 

Tanto que ele vai ter de estudar. Tanto que eu vou ter de estudar. 

Sim, estudo também, para lhe fazer perguntas.

Sim, ele ainda não voa sozinho.

Já expliquei nos outros anos que ajudo os meus filhos até sentir que eles já têm autonomia para o fazer sozinhos. Tal como quando lhes ensinamos a andar de bicicleta: seguramos no banco até sentirmos que eles conseguem equilibrar-se sem a nossa mão. O Manel deixou de precisar de mim a meio do 7º. No ano passado, tentei largar o Martim mas não correu bem. Ainda precisa da nossa atenção, do nosso acompanhamento. E eu, em podendo, estou cá. Lixada da vida mas estou cá. 

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