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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Martim and the lawyer (parte III)

Estou no carro. O Martim diz-me que teve Bom a Inglês. Diz-me que um colega teve negativa a Matemática - foi o que a professora contou, mesmo ainda de dizer as notas do resto da turma. Aquilo da negativa preocupou-o. Como é possível, mãe? Negativa? "Se tem esse resultado nos exames finais, o que vai ser da vida dele?"
Já antes, em casa, a dona Emília segredou-me que o Martim lhe tinha oferecido bolo, quando estava a lanchar. "Quer um bocadinho, dona Emília?" Ela ficou comovida com a atenção. E então, ali no carro, resolvi enaltecê-lo. Que contente que estava por ser um bom menino. Com boas notas, atento aos outros, amigo. Falei um bocado, quis dar ênfase àquele elogio, quis que ele usufruísse daquele momento. Quando terminei, atirou:
- Hummm… estou mesmo a ver que já me compraste o advogado!

Mandei uma gargalhada. Mais uma vez, não esperava. Ele, vendo que me ria do seu humor tão particular, continuou:
- Já o deves ter algures lá em casa, bem embrulhado. - Depois de um silêncio, teve nova ideia para continuar com a piada - Vê lá se ele respira, mãe! Tu vê lá se ele morre! É que aí é que íamos mesmo precisar de um advogado!

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