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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Mal português

É uma tendência nacional insuportável. Quando alguém tem insucesso num qualquer projecto ou até na vida, tende a culpar todos os que, por sorte ou mérito, conseguem andar com a sua existência para a frente. Hoje, a propósito do fim de um projecto, li um texto que me entristeceu. Basicamente, para o autor daquela prosa, eu e outros bloggers de "sucesso" (o que, atendendo a que não passam de blogues... dá-me sempre uma certa vontade de rir) éramos o espelho de uma sociedade sem interesse nenhum, sem capacidade para compreender aquela publicação tão genial. Na verdade e trocado por miúdos, nós, bloggers mais lidos do país, éramos de certo modo os culpados do fracasso daquele belíssimo projecto. E eu pergunto: havia necessidade disto? Lá porque o senhor está chateado com a vida tem de vir apedrejar os outros que estão aqui sossegados no seu canto?

O mais engraçado disto é que eu era uma das leitoras daquele produto. Porque, apesar de ter um blogue com nome escatológico onde não se publica material de primeira água nem teses fundamentais para a nação, também sou jornalista, faço reportagens, leio livros (imagine-se!), e até revistas de qualidade que, infelizmente, acabam. Aliás, tive o orgulho de trabalhar durante 9 anos no DNA, suplemento do Diário de Notícias, que era maravilhoso e de grande qualidade. E quando o DNA acabou ninguém me viu culpar outras publicações. Não faz parte do meu feitio, da minha formação. Deve ser das poucas coisas em que não sou portuguesa (nisso e na pontualidade).

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