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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Mais um post angustiado (nota-se muito que estou no lodo?)

Estou em casa. A trabalhar como uma louca. Mas mesmo como uma louca. A escrever, ao mesmo tempo que faço mil telefonemas. Em casa, comigo, tenho os meus três filhos, de férias. Juro que há momentos em que tenho vontade de chorar. Gostava de estar com eles, mas não posso simplesmente mandar o trabalho (que é tantoooo) para as urtigas. Tenho prazos. Pessoas que confiam em mim. Que estão à espera que as coisas apareçam feitas. E o meu coração dispara. Durmo mal. Esta noite tive pesadelos e acordei cedíssimo, apavorada com a ideia de os ter, aos três, em casa. Não me enganei. Isto é mesmo duríssimo. Impossível. Já gritei. Já pedi, de olhos arregalados, "agora ninguém pia porque a mãe vai ligar a um senhor importante", já tive de pedir desculpa, a outro senhor importante com quem estava ao telefone, porque de repente se começou a escutar uma cantiga aos berros (e cantada no microfone cá de casa). Ele riu-se. Espero que tenha filhos, para compreender o que está a ser a minha manhã. Pelo meio da loucura, a minha mãe liga-me para falar, tranquilamente, dos presentes de Natal que vai comprar. E dos que ainda tenho de comprar, para um primo, outra prima, o filho de uma amiga. E ainda fala no almoço de Natal, que vai fazer assim, e assado, o que é que eu acho? E eu tenho vontade de me rir ou então de chorar. Acho bem, mãe, acho muito bem. Tenho um chinfrim em casa, estou com um milhão de coisas a acontecer ao mesmo tempo, nem consigo acreditar que falta tão pouco para o Natal, faltam-me os presentes quase todos, mas hei-de conseguir, consigo sempre. À tarde vem a dona Emília e eu tenho uma entrevista às 15h. Quando voltar, refurgiar-me-ei no café, para mais entrevistas por telefone, já sem o risco de cantorias e gritos e algazarra.
Gostava de pegar nos três e ir ao cinema. Ir aos carrosséis. Ir andar no autocarro dos turistas, no eléctrico 28, à Kidzania, essas coisas que fazemos no Natal. Mas não posso. Estou atolada em trabalho. Com o coração em descompasso. É o que eu digo: um dia destes tenho uma pataleta qualquer. E depois sempre quero ver de que me serviu andar nesta pressa toda.

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