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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Madrid me mata

Não fazia mais nada da vida, se pudesse. Aliás, gostávamos mesmo muito de passar um ano inteiro a viajar com os nossos filhos, quando todos tivessem idade suficiente para se lembrar dessa aventura, mais tarde. Perdiam um ano de escola mas ganhavam seguramente muito (ou então até conseguíamos fazer tudo, não sei). Adiante.

Viajar a dois é gostoso mas viajar com todos é uma alegria. Estamos próximos, rimos, conversamos, experimentamos coisas ao mesmo tempo. Tínhamos esta ida a Madrid engatilhada há algum tempo. O Ricardo ainda não conhecia, queríamos levar os miúdos ao parque Warner e queríamos fazer a meia-maratona (eu já tinha feito há 4 anos). E assim foi. Marcámos nas agendas, reservámos casa bem no centro de Madrid na Homeaway e lá fomos. No primeiro dia foi só chegar e ir jantar a casa de uns amigos que vivem em Madrid, no segundo dia andámos 11 quilómetros a pé (o Mateus portou-se como um herói) e vimos os pontos principais da cidade (passeámos pela Gran Via, fomos aos mercados de San Ildefonso, de San Antón, fomos ao Círculo de Bellas Artes e subimos ao roof top que tem uma vista incrível, andámos pelo Bairro das Letras, espreitámos o mercado de San Miguel, fomos ver o Palácio Real e a Catedral, passámos pela Plaza Mayor).

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Mercado San Ildefonso

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Mercado San Antón

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Vista do terraço do Círculo de Bellas Artes

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Bairro das Letras

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Não me lembro onde foi mas a parede era linda

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Catedral

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Plaza Mayor

 

No terceiro dia fomos ao Parque Warner. No início foi difícil controlar o Mateus

porque quase todas as diversões que aparecem em primeiro lugar não são indicadas para os mais pequenos. Então era ver os outros histéricos a andarem em tudo e mais alguma coisa (sendo que não comprámos o passe VIP e por isso tinham de enfrentar loooongas esperas) e eu e o Mateus a secar à espera. Eu estava mais preparada para isso (que tenho medo de andar em praticamente tudo), mas ele... coitado! A primeira diversão onde a Madalena e o Martim quiseram andar foi a montanha russa Superman. Eles calculavam que fosse das beras mas como só se via a primeira subida e a primeira descida não deu bem para ter a noção exacta daquilo em que se estavam a meter. O que vale é que são os dois malucos e adoraram. Mas vejam só o tipo de bicho de que estamos a falar:

 

Jeitosa, hein? Bom, eles disseram que adoraram mas a verdade é que não quiseram andar em mais nenhuma (e se as havia no parque!).

Só andámos juntos (todos) no Rio Bravo, que é uma montanha russa na água (que nos deixou como pintos). Não contentes com a primeira volta, quiseram andar uma segunda (e eu guinchei loucamente em ambas as voltas).

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A parte mais infantil é giríssima. O Mateus andou em imensa coisa e... eu também. Nada como aviõezinhos que sobem à altura de um primeiro andar para eu conseguir divertir-me sem tremer (e mesmo assim..)

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No quarto dia fizemos a meia-maratona. Começámos juntos, eu, o Ricardo e os nossos amigos lisboetas que foram fazê-la também, mas rapidamente nos separámos. Fiz os 21Km sozinha, a ouvir o audiobook Becoming, escrito (e lido) pela extraordinária Michelle Obama, e foi mesmo, mesmo bom. Estava sol, havia imensos participantes, gente a torcer, animação... adorei! Reecontrei a malta na meta. 

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De resto... dicas:

Viagem: Fomos de carro e fez-se na boa. São umas 6 horas de viagem, talvez um bocado mais porque o Mateus enjoa, e depois há xixis e cocós e fome e sede e vontade de esticar as pernas. Uma parte conduziu o Ricardo, a outra eu (que adoro conduzir, era motorista na maior!)

Estadia: Optámos por ficar num apartamento por várias razões. Primeiro porque, como somos 6, fica incomparavelmente mais em conta. Quando ficamos em hotéis temos sempre de pagar dois quartos e um apartamento fica mais barato. Além disso, é possível cozinhar, o que também é prático e permite também economizar um pouco. E depois tem a questão de permitir ter um bocadinho a noção de como é viver em Madrid (porque se fica numa casa, num prédio, porque nos cruzamos com os vizinhos, etc). O apartamento que escolhemos na Homeaway não podia ter sido melhor escolhido. Super central (ficava na Calle del Desengaño, uma paralela da Gran Via) e amoroso, muito bem decorado. Tinha uma sala grande, com um sofá-cama (onde dormiram o Mateus e a Mada), um quarto com duas camas (onde dormiram o Martim e o Manel), e um quarto com cama de casal (onde dormimos nós). A cozinha era muito querida, com uma mesa de refeições (e era onde acabávamos todos a conversar). Os proprietários foram amorosos - deixaram uma garrafa de vinho e um pacote de bombons de oferta, e a casa tinha as coisas práticas essenciais: azeite, sal, açúcar, café, detergente da loiça, produtos para o banho. E no dia depois de termos chegado enviaram mensagem a perguntar se estava tudo bem, se precisávamos de alguma coisa, enfim, impecáveis!

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Restaurantes onde fui:

Casa Lucio (fomos só os dois com amigos; os miúdos jantaram no apartamento) - Era assim mais tradicional, de tapas tão boas que há quem vá lá de propósito comer os Huevos Fritos (entre outros petiscos). As paredes estão cheias de fotos de famosos com o Senhor Lúcio, verdadeiro ícone de Madrid.

Trattoria Pulcinella (para o jantar de massas pré-corrida - fomos todos) - Nada a registar. Comemos pizzas e estavam boas. 

Morao Tapas Serrano (fomos todos) - Lindo de morrer, com um papel de parede altamente Instagramável e com recantos mesmo a pedir uma foto. Além disso, na comidinha que é o que se leva desta vida, também era muito bom.

Amazonico (fomos só nós com amigos; os miúdos jantaram no apartamento) - Foram os nossos amigos que vivem em Madrid que o recomendaram (e jantaram connosco). Como o Amazónico propriamente não tinha vaga jantámos no The Jungle Jazz Club (que fica na porta ao lado, é dos mesmos donos e serve a mesma comida). A decoração não é a mesma mas o restaurante tem muita pinta e tem música ao vivo, pelo que foi uma noite mesmo espectacular. Comemos divinamente. Escolhemos várias entradas e a picanha. Posso dizer que o Ceviche foi o melhor que já comi e a picanha também ganhou o primeiro prémio. A seguir fomos tomar um copo ao Amazónico que tem uma decoração espectacular.

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Morao Tapas Serrano

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Amazónico

 

E pronto. Ia de novo amanhã. Adorei revisitar Madrid e era cidade onde acho que vivia (se bem que me ia fazer falta o mar).

 

 

 

 

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