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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Julen 💗

Esta desgraça do Julen dá cabo de mim. O tempo que tudo isto demora, a impotência, a brutalidade macabra do acidente - um filho a ser engolido pela terra perante a incredulidade do pai, o facto de já terem perdido um filho pequenino... é tudo tão terrível que até tenho tentado nem ver muita coisa nas notícias. Tendo a ser muito descontraída com os meus filhos mas este tipo de acontecimentos faz-me pensar que a maioria das vezes em que tudo corre bem não passa de sorte. Como é que aquela gente podia imaginar que ali onde o filho brincava podia haver um buraco tão profundo? É relativamente fácil, se pensarmos muito nisto, cairmos no excesso de protecção dos miúdos, porque - em bom rigor - há perigos à espreita em toda a parte. No outro dia num grupo de pais já havia uma mãe a dizer, a propósito de uma viagem de "finalistas" dos nossos miúdos do 4º ano, que o filho era tão distraído que podia "cair num buraco". Isto é claramente já um efeito Malaga que pode contagiar-nos a todos, e acaba sempre por contagiar quando uma tragédia destas acontece a uma criança - não me esqueço das vezes sem conta que verifiquei as janelas da minha casa do Algarve quando foi o caso Maddie. 

Neste momento, e acreditando que não há qualquer possibilidade de encontrar Julen com vida, já só espero que na autópsia se descubra que morreu da queda. Porque só de imaginar que morreu da espera... acho que serão mais não sei quantas noites sem dormir.

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