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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Já passaram três meses...

... e o Tim continua a chorar sempre que vai para o colégio. Já tivemos não sei quantas reuniões com a coordenadora, duas com a educadora, e todas dizem que o Martim está felicíssimo na escola, que só chora na despedida, que gosta de nos arrasar os nervos porque assim que viramos costas pula e salta e ri alarvemente.
O que eu sei é que isto dá cabo de nós. O que eu não sei é quanto tempo é que eu devo considerar normal este choro desesperante. Mudo-o de escola? E se faz o mesmo? Mudo-o de professora? Ele diz que não quer!
Temos feito de tudo: vou buscá-los à escola uma vez por semana, vou almoçar uma semana com um, outra semana com o outro, para que tenham o seu momento enquanto indivíduos e não apenas membros de um rebanho louco. Aturo birras, ofereço Gormitis, dragões, brinco, deito-me ao seu lado à noite, encharco-o de beijinhos, enalteço-o, tão crescido que estás, tanto que me ajudas, que bom que já não és bebé, os bebés só choram e dormem, e tu, tão lindo, tão grande, tanta companhia que me fazes. E no fim... parece que nada do que fazemos chega. Nada do que façamos parece compensar a dor que ele sente.
Cheira-me que este miúdo vai dar-me muito que fazer.
Se ele soubesse o quanto gosto dele, se ele soubesse que nem mais 150 irmãos podiam beliscar o quanto gosto dele... mas não sabe. E eu continuo a esforçar-me, todos os dias, para lho mostrar.

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