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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Já nas bancas

Deixo uma pontinha da minha crónica deste mês:

«Se há coisa que invejo nesta vida são os pais quegostam de brincar com os filhos. Mas que gostam mesmo, genuinamente, assim compaixão desmesurada. Eu gostava de gostar. A sério. Gostava de me sentar nochão, contente, a brincar às mães e aos pais, a fazer corridas de carrinhos, avestir e a despir bonecas, a fazer cozinhados de faz de conta, a pentear poneys.Desgraçadamente, não é o que acontece. Sento-me no chão, é certo, mas faço umfrete bestial.
A esta altura já há mães a benzerem-se, ai Jesus comoé possível uma mãe assim? Pois é. Isto há de tudo nesta vida. E eu perdi,algures no processo de crescimento, o gosto pelas brincadeiras. E se conseguiir escapando porque os rapazes só queriam jogar à bola (e o pai alinhavaalegremente) ou fazer jogos de Playstation (e aí alinho alegremente) ou puzzles(também gosto) ou porque gostavam de brincar sozinhos ou um com o outro... coma Madalena a coisa pia mais fino. A criaturinha recusa-se a brincar sozinha eeu sou sempre chamada para a linha da frente. Ela é Nancys, ela é Barbies, elaé cozinhas, ela é bebés, ela é todo um mundo novo cansativo e entediante. Se eunão brinco? Brinco, pois, que ser mãe também é isso. Mas preferia fazer ummilhão de outras coisas, para dizer a verdade. (...)»

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