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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Homens e a sua (enervante) síntese

Estamos a ver uma série. Daquelas frenéticas, que nos agarram e fazem ficar acordados pela noite dentro.

Toca o telefone.

É a mãe dele.

A conversa, que até costuma ser mais ou menos breve, leva tempo. Percebo que do outro lado há um relato longo. Ele vai lançando algumas reacções onomatopaicas. Fico curiosa. A televisão tem a imagem parada, à espera de retomar. 

Por fim, desligam. 

Ele clica no play. A série recomeça.

Eu olho para ele, à espera de saber notícias.

Não diz nada.

- Então? O que disse a tua mãe?

- Nada. Está tudo bem.

- Hã? Este tempo todo foi para dizer que está tudo bem? Mas disse em várias línguas???

 

 

(aaaaaaaah, os homens e a síntese. E quando é um acontecimento realmente importante, tipo uma conversa com um amigo que está a passar por um divórcio, por exemplo, e eles chegam a casa e resumem a "está a ser duro", e nós: "mas e o que ele disse? Mas tem outra? Mas está abatido? Chorou? Ainda gosta dela? Mas diz lá, em discurso directo, como é que ele respondeu à tua pergunta". 😳)

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